Como um furacão, os 60 dias de um bebê

Passa e há quem pouco lembre

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O processo da gestação é repleto de informações. O momento do parto é tido como o ápice de uma transformação de vida. Pouca gente, contudo, está preparado para o que vem depois. É como questionar o que acontece após a última frase de um livro.

Quando a porta é finalmente aberta e um pequeno ser passa a habitar na casa que ficou à sua espera, uma espécie de furacão se instala. Os primeiros 60 dias, quando estamos no olho desse fenômeno, podem nos impedir de avistar ao longe, mas isso vai acontecer.

Além do bebê nos braços, cheios de vontades que só são traduzidas por choros, nosso corpo já não é o mesmo. O parto, independente do tipo, incomoda nos primeiros dias. Quem fez a cesariana tende a ter dores no ventre e tomar cuidados extras com a cirurgia. O parto normal pode dificultar um pouco para sentar.

Os seios estarão repletos de leite, transbordando, duros e, muito, muito doloridos. Haverá um sono interminável e nunca saciado. Diante do espelho, uma mulher em transformação se revela por meio da barriga que ainda não retornou à posição normal, do peso extra que será perdido nos próximos meses, do cabelo que não foi penteado e do repetido pijama.

Chinelos darão tom da praticidade, juntamente com roupas sempre confortáveis, que podem ser vestidas rápidas o suficiente para não atrasar a mamada. Ah, e a mamada. Ela será ajustada à mamãe e ao bebê ao mesmo tempo em que o umbigo é curado e um padrão de sono é definido.

Em um vai e volta de médico e vacinas, a impressão que teremos é que o tempo não passa. Talvez ele passe mesmo mais devagar, para permitir a compreensão de tudo o que se passa dentro do furacão.

Um dia, então, com o pijama mais limpinho, perceberemos que já se passaram dois meses

Serão 60 dias de uma nova vida que chega intensamente, avassaladora e intensa. Se olharmos para trás, nada daquilo não pode deixar de fazer parte da nova rotina que vai se construindo.

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Em um outro dia, habituadas à tantos acessórios, rotinas, roupinhas e necessidades, teremos bebê a saltitar no carrinho enquanto contemplamos uma mãe mais nova, desalinhada, de cabelo desgrenhado e apenas 15 dias de maternidade. Do lado de fora do furacão, só saberemos que tudo passa.

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