Tratar as primeiras cólicas do bebê

Quando nosso bebê nasce, os primeiros tempos são de uma imensa alegria, mas também de muitas dúvidas

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Poucas horas de sono, aprender a compreender as necessidades do bebê, medo de errar, enfim… Impossível não sentir algum desespero (no comecinho pelo menos)!

E quando, passadas 3 a 4 semanas, achamos que estamos entrando no ritmo e que está tudo mais calmo, eis que nosso bebê começa a ficar mais agitado, se contorcendo, ficando vermelho e chorando da forma, aparentemente, mais desesperada que consegue!

Cólicas, só pode! Todos sabemos que vai acontecer mas, com tanto cansaço acumulado nem pensamos nisso, ou se pensamos, rezamos para que não aconteça…

Se está passando pelo mesmo, ou na eminência de passar, veja o que diz o pediatra Mário Cordeiro sobre do assunto.

As cólicas do fim do dia

Parece o pior momento, não é?

Mas, e se por um momento tentarmos nos colocar no lugar do bebê?
Recém-nascido, todos seus órgãos estão “absorvendo” o exterior, compreendendo e organizando o mundo dentro de seu diminuto ser!
É uma quantidade enorme de estimulos e de informação!

Conseguir ser sereno é a solução. Transmitir calma e tranquilidade para nosso bebê, evitando mais estímulos.

Dar um banho, em ambiente apropriado, fazer carinhos e embalar, fará com que ele sossegue.
Depois, comerá e dormirá, e você, por momentos, cheia de amor, nem lembrará mais de toda essa agitação!

Por que acontecem as cólicas?

Embora o principal motivo varie de criança para criança, parece certo que na sua origem estará: o ar que o bebê engole, a intolerância ao leite de vaca (é mais frequente em crianças alimentadas com substitutos do leite materno), devido ao estresse do parto, ou ainda devido à imaturidade intestinal.

O ar ingerido

Quando mamam, ou simplesmente quando abrem a boca, os bebês engolem ar.
Se o nariz estiver tampado, na altura da mamada, ainda engolirão ainda mais. A solução é colocar um pouquinho de soro fisiológico nas narinas do bebê um pouco antes de dar mama.

Ambientes muito secos e quentes agravarão esta situação.

O ar ingerido vai dilatar o intestino do bebê, fazendo doer. Por outro lado, também provocará soluços ao comprimir o diafragma.

Intolerância ao leite de vaca

Mesmo em situações em que não se verificam reações alérgicas graves, alguma intolerância a este substituto do leite materno pode se manifestar através de cólicas.
Esta situação atinge um elevado número de crianças, uma vez que o leite de vaca é parte integrante dos leites comerciais (de lata).

Estresse devido ao parto

Nada na nossa vida se poderá comparar ao momento do nascimento.
A passagem de um ambiente completamente protegido, sem estímulos visuais, sem alterações térmicas e apenas escutando o bater compassado do coração de sua mãe, para, de repente, um outro, que é uma loucura de cores, sons, cheiros, temperaturas… Já pensou?

Impossível não reagirem a tamanha confusão, através da única forma que conhecem, chorando desalmadamente!

Mas a parte fisiológica desta questão é que, da mesma forma que quando somos adultos, as nossas ansiedades e estados de espírito se refletem, muitas vezes, através do nosso intestino – quem nunca teve cólicas no primeiro dia de aulas, ou quando esperávamos o resultado de um exame, ou ainda quando fomos a uma entrevista de trabalho – a mesma reação psicossomática acontece nestes pequeninos seres que trazemos ao mundo!

Super importante esta dica, não é mesmo? Compartilhe!

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