Desmistificando a síndrome de Down

Se antes eram postas de parte pela sociedade, hoje em dia essas pessoas têm tudo para poderem vencer nesse mundo.

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Nem faz mais de 40 anos, os portadores de síndrome de Down eram postos de lado pela sociedade. Hoje em dia, as novas tecnologias jogam a seu favor e são parte integrante da sociedade. Convivem, trabalham e estudam, como qualquer outra pessoa. Podem chegar a viver até aos 70 anos!

Você faz ideia de quantos bebês nascem por ano com síndrome de Down? Oito mil! Em território brasileiro estão contabilizadas 350 mil famílias que todos os dias lidam com as dificuldades de acolher uma pessoa com necessidades especiais, mas com a esperança de poder levar uma vida tão gratificante como outra qualquer.

O que é a síndrome de Down?

Não é tanto uma doença, mas uma condição sem tratamento ou cura, que vai acompanhar o portador para o resto de sua existência. Ela pode ser diagnosticada ainda no útero. E o que essas pessoas têm de menos, já alguma vez se questionou? Na verdade elas têm até de mais! Têm um cromossomo de número 21 extra, presente em suas células.

Um casal em que ambos os elementos tenham essa síndrome tem 80% de probabilidades de gerar uma criança na mesma situação. Se isso apenas for verificável em apenas um membro do casal, as chances baixam para 50%.

Os desafios de um portador de síndrome de Down

O olho rasgado, em forma de amêndoa, é o sinal físico mais evidente que nos permite destacar um portador de síndrome de Down da multidão.

Mas essa condição traz consigo outras complicações, que podem tornar a vida em um desafio maior.

O organismo mais fragilizado torna essas pessoas mais favoráveis ao desenvolvimento de algumas doenças. A força muscular é reduzida, o que é compensado por uma grande flexibilidade, digna de contorcionista. Em termos intelectuais, é registrado um certo comprometimento. Daí que as crianças demonstrem uma lentidão física e mental maior, em comparação com as outras. Os problemas respiratórios, e tendência para a cardiopatia, são o maior medo de grande parte dos pais das crianças com Down. Problemas oftalmológicos, de audição, de tireoide e hérnias são muito comuns.

O síndrome de Down hoje em dia

Não são essas limitações que vão impedir essas pessoas de buscarem sua felicidade. Hoje em dia o mundo está mais preparado para as receber, de modo a que tenham uma existência digna, com oportunidades. Isso se deve exatamente a quê? Ao impacto das novas tecnologias que também levou a uma grande mudança de consciência. O portador de síndrome de Down pode ir na escola, pode se formar e trabalhar. Pode ganhar sua independência e criar sua própria família. Convivem e interagem socialmente. Tudo isso faz parte de um processo que pode durar em média 70 anos de vida. Uma existência que, ao contrário de outros tempos, não tem de ser escondida e pode ser perfeitamente integrada na sociedade.

Novas gerações

Para que as gerações futuras possam ter ainda mais oportunidades, deve ser realizado um estudo cariótipo, durante o primeiro ano de vida do bebê. Essa análise vai determinar um acompanhamento multidisciplinar, com enfoque na forma como é afetado pela sua condição. Esse atendimento deverá compreender fisioterapia, terapia ocupacional e um fonoaudiólogo.

A par dessa atenção especial, um bebê com síndrome de Down não é muito diferente de um bebê sem essa síndrome. Suas necessidades são até muito equivalentes: amamentação, vacinação e monitorização pediátrica regular. Após deixar de ser amamentado e passar a comer sólidos, a aposta na alimentação deve incluir uma dieta rica em vitaminas e aminoácidos. Esses dois elementos são fundamentais para que se desenvolva intelectualmente.

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Criando seres autônomos

Deverá ser sempre acompanhado e estimulado, para que as suas capacidades sejam aprimoradas. Mas tem uma coisa que é importante não negligenciar, que é a autonomia! É preciso insistir nessa questão, para promover o crescimento de um ser que possa assumir a sua independência e tomar as rédeas do seu futuro.

As mães e pais que têm filhos com essa síndrome começaram a falar sobre isso; contando ao mundo os desafios e dia a dia dessa condição. Essa conscientização trouxe impactos positivos na socialização e oportunidades para pessoas com Down. A informação é sempre o melhor caminho para a melhora dos problemas do mundo!

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