Entenda a teoria do apego

Movimento ganha adeptos de todo o mundo para criar pessoas alegres, empáticas e seguras

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A teoria do apego é um movimento que estimula a criação e fortalecimento de vínculos com as crianças para relacionamentos duradouros e saudáveis.

O método tem como objetivo a satisfação das necessidades de carinho, respeito e confiança nas crianças.

Por meio da teoria do apego é criado um chamado círculo virtuoso de conexão e compaixão

A teoria do apego é baseada em oito princípios, cuja prática se inicia antes da gestação e vai até a manutenção do equilíbrio pessoal e familiar.

8 dicas para praticar a teoria do apego:

1. Preparar para a gestação, nascimento e criação

Esse ponto é baseado na preparação emocional, física e mental dos pais. Por meio dele, os pais são levados a refletir sobre o apego, a educação e as decisões que envolvem o nascimento.

Durante a gestação, os pais são preparados para a amamentação, o parto, o relacionamento entre si e, até, a compra do enxoval.

2. Alimentar com amor e respeito

Alimentar é um ato de amor. Essa é a chave deste princípio, que propõe uma relação próxima entre o cuidador.

Essa é exatamente a palavra utilizada: cuidador. O objetivo é considerar que não é só a mãe a responsável pela alimentação, mas todos os envolvidos nos cuidados com a criança.

Quando analisa a importância da amamentação, a teoria do apego considera a necessidade de investimento nos instintos de sucção, choro e procura pelo seio.

A amamentação é encarada como uma forma de satisfazer não só as necessidades nutricionais, mas também as emocionais do bebê.

É claro que a teoria defende a amamentação por livre demanda, tal qual a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) exclusiva até os seis meses e regulada às possibilidades de mãe e bebê.

Os adeptos da teoria do afeto são levados a considerar todas as fases da alimentação, começando com a amamentação com apego, mamadeira, introdução aos sólidos, o desenvolvimento do paladar e o desmame.

3. Responder com sensibilidade

Aqui o objetivo é criar empatia e responder prontamente às necessidades do filho. Para os defensores a teoria do apego, o desafio é interpretar a lógica das expressões faciais, o choro e o movimento corporal dos bebês.

A construção de um vínculo forte com o bebê é considerada uma forma de ajudá-lo em todo o processo de amadurecimento e desenvolvimento.

A resposta pronta deve ocorrer por meio do contato físico constante, a criação de um ambiente seguro e estimulante.

4. Usar o contato afetivo

Entre os benefícios do contato afetivo está o estímulo dos hormônios de crescimento, a regulação da temperatura do corpo e sono.

Os entusiastas da teoria do apego pregam que a abundância de colo ajuda a melhorar o ganho de peso dos bebês e influencia diretamente no desenvolvimento psicomotor dos pequenos.

Como estratégia para promover o contato afetivo estão a amamentação, a massagem relaxante, o uso de slings para carregar os bebês e o compartilhamento da cama.

5. Garantir o sono seguro, física e emocionalmente

Adeptos da teoria do apego incentivam o uso da cama compartilhada, considerada, para eles, a melhor forma de garantir a segurança dos pequenos.

Para que o sono do bebê seja tranquilo, além de compartilhar a cama, os pais são incentivados à criação de uma rotina de sono que deve ser instituída por, ao menos, 30 minutos antes da hora do sono.

Os pais também são levados a buscar o entendimento dos motivos que levam os bebês a acordarem. E eles são muitos, variando conforme suas mais diversas fases. Entre os motivos que levam à inquietação do sono dos pequeno estão medo, frio, calor, solidão e, claro, fome.

Os saltos de crescimento, a dentição e os pesadelos também são bons motivos para alterar o sono do bebê. Como isso acontece muitas vezes, os pais são aconselhados a ter paciência porque o estresse também influencia no sono dos filhos.

6. Promover cuidado consistente e amoroso

Contato físico, amor e cuidado. Nesse ponto, os pais são incentivados à criação de uma ligação com o bebê que inclua, também, os demais cuidadores.

Quando o bebê é deixado sob os cuidados de outra pessoa que não os pais, há a necessidade de criação de um vínculo para a manutenção do afeto permanente.

Os pais são incentivados à criação de rotinas de cuidado. Entre elas estão as caminhadas com o uso do sling, a prática de exercícios conjunto e a abertura para os momentos de separação.

7. Praticar a disciplina positiva

E como fazer para manter a disciplina diante de tanto afeto? Simples, com afeto. A filosofia do apego tem como regra a empatia.

Os pais são incentivados a uma atitude positiva e levados a refletir sobre a maneira como gostariam de ser tratados. Ou seja, diante daquela situação criada pela criança, como eles, os pais, gostariam de ser abordados?

Nesse pensamento não cabem a tirania, o medo, manipulação e controle. Castigo físico nem é mencionado.

Por meio de uma abordagem gentil, os pais são incentivados a criar situações em que a resposta dos filhos será positiva e assertiva.

Entre os pontos observados no desenvolvimento da disciplina estão o elogio, o incentivo à criatividade, o diálogo, a empatia e o respeito.

8. Manter equilíbrio entre a vida pessoal e familiar

O equilíbrio indica o atendimento às necessidades de todos, considerando o bem estar físico e emocional.

Diante de tantos conselhos, um deles é enfatizado: os pais não devem ter medo de dizer não. Também precisam traçar metas realistas sobre suas possibilidades, reconhecer quando estão cansados e, se for preciso, pedir ajuda.

É importante a reserva de um momento individual para cuidar de si. Dessa forma, atender todos os demais itens fica menos penoso.

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