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O que é aborto retido, causas, sintomas e o que fazer

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aborto retido
Crédito: Freepik

O aborto é o grande temor das mulheres que desejam muito engravidar. Claro, é o temor de todas, já que implica na perda do bebê. Mas especialmente no caso das tentantes, ele se torna um medo maior, já que elas estão focadas em fazer sua gestação vingar e ser saudável até o nascimento do filho. Porém, tudo na vida tem seu momento, por isso, é importante ter consciência de todos os riscos de uma gestação e estar pronta para o caso de ocorrer um aborto retido.

Já ouviu esse termo antes? Saiba mais sobre ele agora.

O que é aborto retido?

O aborto retido geralmente ocorre entre a 8ª e a 12ª semana de gestação, e é quando o embrião morre no útero, mas não é expulso naturalmente do corpo da mãe.

Ele pode ficar ali retido durante semanas ou até meses, mesmo havendo sangramento e a mulher percebendo que os sintomas normais de gravidez já não estão mais presentes na sua rotina.

Sintomas do aborto retido

sintomas do aborto retido
Crédito: Freepik

Os sintomas de um aborto retido são os mesmos de um aborto em que o embrião é expelido pelo organismo da mulher.

Pode haver sangramento, ainda que o embrião permaneça no útero, também desaparecem sintomas como os enjoos, muita vontade de fazer xixi, aumento do apetite e, claro, o crescimento da barriga.

Então, mesmo não havendo sangramento, a mulher pode perceber que há algo de errado ao notar a ausência dos sintomas comuns da gravidez.

Possíveis causas do aborto retido

Existem muitos motivos que podem levar a um aborto ou aborto retido, que variam conforme a situação de saúde e o estilo de vida de cada mulher, por exemplo:

Malformações

Nem sempre a causa do aborto está diretamente ligada às atitudes da mãe, mas sim, a fatores como alterações cromossômicas. Segundo o Dr. Drauzio Varella, 60% dos casos de aborto espontâneo, retidos ou não, ocorrem por malformações sérias no feto ou alterações genéticas que fazem o organismo naturalmente eliminar o embrião.

Idade avançada

O Ministério da Saúde reconhece que é mais difícil engravidar após os 35 ou 40 anos, pois o organismo da mulher começa a reduzir sua produção de óvulos e a passar pelos sintomas da pré-menopausa.

Então, o fator idade também é uma das possíveis causas do aborto retido, embora haja cada vez mais casos de gestações bem-sucedidas em mulheres mais velhas.

Traumas

O aborto retido também pode ocorrer quando a mulher sofre um acidente ou quando passa por um grande trauma emocional.

Doenças

Os médicos sempre alertam as gestantes sobre os riscos de aborto ou de o bebê nascer predisposto a doenças quando a mãe já tem alguma doença antes de engravidar, como no caso de diabetes, obesidade, problemas de tireoide, problemas no colo do útero e hipertensão descontrolada.

Uso de drogas

Quando a gestante não faz questão de abandonar seus vícios em nome da saúde do filho e dela mesma, o risco de aborto retido é grande. Todos os tipos de drogas são perigosos nesse sentido, tanto as lícitas quanto as ilícitas, incluindo abuso de medicamentos.

Má nutrição

Não é por acaso que toda gestante precisa tomar cuidado com a forma que se alimenta. O seu bebê irá se formar de acordo com os nutrientes que receber da mãe, então, quanto piores forem as escolhas alimentares da mãe, maior o risco de sofrer um aborto retido.

Tratamento para o aborto retido

tratamento para abordo retido
Crédito: Freepik

Quando a mulher sofre um aborto retido, precisa ir ao médico o quanto antes. No caso de abortos espontâneos em que o feto é expelido do organismo naturalmente, nem sempre é preciso fazer tratamento, mas mesmo assim é bom ir ao médico para ter certeza de que não sobraram restos de placenta no útero.

Mas, especialmente quando se trata de um aborto retido, o embrião precisa ser removido do útero da mulher pelos médicos, e o quanto antes para evitar que a mulher tenha complicações de saúde.

Para isso é feita a curetagem, que consiste no esvaziamento da cavidade uterina por meio de uma raspagem da parede do útero ou pode também ser feita uma aspiração intrauterina.

Esses procedimentos são realizados pelo médico e somente depois de exames que comprovem o aborto. Depois de um período de recuperação a mulher pode engravidar outra vez, sem problemas, de acordo com o motivo de o aborto ter ocorrido.

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