Quais os benefícios de alimentar bebês com sólidos mais cedo

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De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, validadas pelo Ministério da Saúde, deve-se alimentar bebês somente com o leite materno até os seis meses de idade, adicionando outros alimentos gradualmente e mantendo a amamentação até os dois anos de idade.

Porém, um estudo realizado na Universidade de Londres, no Reino Unido, atestou que introduzir a alimentação sólida aos três meses de idade é benéfico para o bebê, gerando muita polêmica entre a classe médica e os cuidadores. Conheça o estudo.

Alimentar bebês com sólidos mais cedo pode ser benéfico

Alimentar bebês com sólidos mais cedo pode ser benéfico
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De acordo com o estudo realizado com 1.303 crianças de três meses de idade, que foram acompanhadas nos anos seguintes, “a introdução precoce de sólidos aumentou significativamente a duração do sono, reduziu o despertar noturno e o relato de problemas de sono muito graves”.

A pesquisa teve duração de três anos, com bebês da Inglaterra e País de Gales. Parte das crianças eram amamentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e outra parte recebeu alimentos progressivamente, desde os três meses.

Foram introduzidos inicialmente alguns alimentos de mais fácil absorção pelos bebês, sendo aumentada a complexidade gradualmente, com a oferta de seis alimentos considerados alergênicos: leite de vaca, amendoim, ovo de galinha, gergelim, peixe branco e trigo.

Depois de analisados os dados, os bebês que tiveram uma dieta sólida introduzida mais cedo passaram a dormir melhor, totalizando 16,6 minutos a mais por noite, o que dá cerca de oito horas a mais por mês.

Também a qualidade do sono foi analisada. O grupo de bebês que estavam sendo alimentados com sólidos era melhor, pois eles passaram a acordar menos vezes durante a noite.

Esse é um estudo recente e apresenta suas limitações, pois os dados foram coletados através de questionários mensais, preenchidos pelos próprios pais, podendo ser propenso a erros. De qualquer forma, é interessante consultar sempre um médico de sua confiança antes de fazer qualquer alteração na alimentação do bebê.

Que alimentos introduzir

Se você estiver pensando em introduzir alimentos para seu filho, com recomendação do pediatra, procure aqueles que não sejam alérgenos conhecidos, como os utilizados no estudo. Bons alimentos são frutas e legumes bem macios, como o inhame, cenoura, maçã, banana ou pera, sempre amassadinhos, além de mucilagens específicas para bebê.

Chás como o de camomila ou erva doce podem ser oferecidos também, assim como a água de coco in natura, em temperatura ambiente. Depois entram as papinhas sem sal e sem muito tempero, evoluindo aos poucos para novas texturas, não passadas na peneira.

A carne só deve ser introduzida depois que nascerem os primeiros dentinhos, sempre muito macia e cortada de forma que eles não sufoquem, caso não consigam mastigar. Porém existe uma outra vertente que incentiva a oferta de alimentos em pedaços fáceis de engolir ao mesmo tempo em que as papinhas.

Eles podem ser ofertados no prato, à frente do bebê, para que ele pegue o alimento e coloque na boca sozinho. É importante que não seja muito duro para que não engasgue, mas que também não muito mole, pois pode despedaçar na mão, já que o movimento de pinça ainda não está desenvolvido.

Existem muitos estudos e teorias acerca da introdução alimentar, mas só quem vai decidir o tempo correto para a sua família é você, junto com o médico responsável. Então não deixe de fazer visitas regulares, adequando o que funciona melhor para vocês.