Alimento do bebê: confira o que está liberado, de acordo cada fase

Veja também o que pode ser perigoso e precisa ser evitado, além dos cuidados com a alimentação do bebê em cada fase

0
4566

A alimentação muda de acordo com cada fase do bebê. Após a amamentação, a introdução de novos alimentos deve respeitar a segurança do pequeno e o desenvolvimento de seu organismo.

Há produtos que podem causar engasgos ou alergias e, por isso, não são indicados.

Confira as etapas de alimentação conforme a idade do bebê:

Primeiro semestre

Nessa fase, é indicado que o bebê seja alimentado somente com leite materno ou fórmulas infantis. A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam que até os seis meses de idade o bebê seja alimentado apenas com leite materno e por livre demanda (sem hora para a mamada; ou seja, o bebê mama sempre que ele tiver vontade e a mãe disponibilidade).

O leite materno é o mais completo e que causa menos alergias ao bebê

Quando não é possível permanecer com a amamentação exclusiva, o uso de fórmulas deve respeitar a indicação médica.

No primeiro ano

Até o fim do primeiro ano, o leite de vaca e o mel não são indicados para a dietas dos pequenos.

O leite de vaca não deve ser oferecido porque contém minerais prejudiciais aos rins, e o mel possui na composição uma bactéria chamada Clostridium botulinum, causadora do botulismo (forma rara de intoxicação alimentar).

Atenção até os 2 anos

Após os 2 anos, a criança já pode ser alimentada com o leite de vaca integral, porque a gordura da bebida auxilia no crescimento saudável e no desenvolvimento do organismo.

Nessa fase, os pais também devem ficar atentos à possibilidade de engasgos. Algumas crianças ainda não têm capacidade plena de mastigação e podem engasgar-se com alimentos duros e que podem escorregar para a garganta.

Também há o risco de a criança aspirar sementes, como feijões e amendoins, que podem se alojar na laringe e brônquios. Quando isso acontece, o alimento pode interromper a passagem de ar pelas vias aéreas.

Entre as estratégias para prevenir os acidentes está em contar com cuidado os alimentos antes de oferecer ao pequeno, fazendo com o que o adulto saiba exatamente quanto de cada tipo de comida foi dado à criança. Grãos e castanhas devem ser evitados e as sementes de frutas cítricas retiradas. E, claro, os alimentos devem ser servidos em pedaços pequenos, para facilitar o pequeno a comer em segurança.

Dos 2 aos 3 anos

A partir dessa idade, as crianças comem o mesmo que o restante da casa, e, provavelmente, já estarão inteiradas na rotina alimentar da família.

Embora estejam maiores, ainda permanece o risco de engasgo. Por esse motivo, alimentos como nozes, castanhas e os doces, como as balas e pirulitos, só podem ser oferecidas com a supervisão de um adulto.

E quando a criança desenvolve alergia

As reações alérgicas merecem atenção redobrada, porque podem ser fatais se não tratadas a tempo.

Para evitar o desenvolvimento de alergias, há alimentos que não dever ser oferecidos até o primeiro ano, como a clara de ovo, frutos do mar, leite, soja e produtos que contêm corantes.

Importante: essa matéria não deve substituir uma consulta ao médico!

Relacionado: Prisão de ventre no bebê: conheça estratégias para ajudar o pequeno

Compartilhe!