O que é anisocitose na gestação, sintomas e como prevenir

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anisocitose
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O pré-natal é feito para prevenir uma série de problemas gestacionais que podem prejudicar a saúde da mãe e do bebê, como é o caso da anisocitose, já ouviu falar?

Antigamente as mulheres engravidavam com mais frequência e havia menos cuidados médicos durante o pré-natal. Isso não quer dizer que as gestantes tinham menos problemas gestacionais, eles apenas não eram identificados e prevenidos, o que resultava em mortes fetais e partos mais dificultados.

Mas hoje em dia é diferente e não é frescura. Saiba mais agora.

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O que é e causas da anisocitose

causas de anisocitose
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A anisocitose é uma alteração nas hemácias do sangue apresentada no exame de sangue que a gestante faz para diferentes análises.

Essas hemácias são os glóbulos vermelhos que compõem o sangue e, no caso da anisocitose, elas se apresentam em tamanhos diferentes, indicando a presença de anemia ou de substâncias químicas no sangue que podem vir a prejudicar o bebê.

Existem diferentes causas para a anisocitose, como alguns tipos de anemia, deficiência de vitaminas e minerais ou mesmo câncer.

Esse problema pode ser hereditário ou adquirido ao longo da vida e o médico irá solicitar outros exames para descobrir o que desencadeou para determinar como tratar.

Também é válido ressaltar que essas alterações nas hemácias são bem comuns no começo da gestação, já que o corpo da mulher começa a se preparar para aumentar a produção de sangue e o fornecimento de nutrientes para o bebê.

Mesmo assim, é um sinal de alerta para que os cuidados com a alimentação e hábitos de vida sejam melhorados e equilibrados.

Tipos de anisocitose

Basicamente, essas alterações nas hemácias de sangue são divididas em 4 tipos, sendo 3 deles com base nos graus de gravidade e o outro é um tipo diferente:

Discreta

Esse é o grau 1 do problema que se caracteriza quando o conteúdo da alteração das hemácias está dentro de 25% de sua alteração.

Moderada

Nesse tipo, que é o grau 2, o aumento do conteúdo nas hemácias é modificado em 50%.

Acentuada

Já no grau 3, identifica-se que a quantidade de células alteradas é maior do que o de células saudáveis, ou seja, mais de 50%, o que acaba desencadeando manifestações clínicas graves.

Plaquetária

Existe também esse tipo de alteração que acontece quando afeta o número de plaquetas no sangue. Se o número diminui, a coagulação sanguínea da mãe é prejudicada.

Sintomas de anisocitose

sintomas de anisocitose
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Considera-se que a anisocitose faz parte de uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas que levam a algum problema de saúde. Portanto, ela não é tratada sozinha. De acordo com o Dr. Drauzio Varella, seus sintomas são muito semelhantes aos de outros problemas de saúde e bem comuns aos de todas as anemias, por isso a gestante deve procurar seu obstetra se sentir mais de um deles com uma certa frequência e sem motivo aparente, que são:

  • Arritmia cardíaca (coração batendo fora do ritmo)
  • Dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Dor no peito
  • Fadiga
  • Falta de apetite
  • Perda de memória
  • Palidez
  • Sensação de frio
  • Tontura

Esses sintomas ocorrem porque, quando as hemácias não estão funcionando da forma adequada, seja por alterações ou redução na sua quantidade, elas não vão conseguir fazer um bom transporte de nutrientes e oxigênio pelo corpo, o que acarreta nos sintomas mencionados.

Anisocitose é grave?

Depende. Para determinar a gravidade do problema o médico terá que avaliar os exames e descobrir a causa. Mas uma coisa é certa: precisa conversar com o médico ao perceber os sintomas, pois eles não fazem parte de uma gestação saudável e precisam ser tratados.

Nenhuma gestante vai estar bem sentindo dores e mal-estar todos os dias. Além do mais, o problema pode prejudicar a nutrição e o desenvolvimento do bebê, já que o fornecimento de oxigênio e nutrientes fica comprometido.

Tem tratamento?

Assim como é preciso conhecer a causa do problema para determinar sua gravidade, o mesmo ocorre para definir o tratamento. Mas, como se trata de um quadro de anemia, é essencial que a gestante siga as orientações que são padrão entre os obstetras no sentido de manter uma alimentação rica em vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Por exemplo, ela precisa aumentar seu consumo de ácido fólico, ferro, vitamina D e ômega-3 que são essenciais para a mãe e para a formação do bebê.

Além do mais, como o problema pode ser decorrente do uso de substâncias químicas, é muito importante que a gestante tenha cuidado em não ingerir álcool, não fumar nem fazer uso de drogas ilícitas durante toda a gestação e período de lactação.