Cardiotocografia: conheça esse exame importante para a mãe e o bebê

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exame cardiotocografia
Crédito: Freepik

Hoje em dia as novas tecnologias permitem que se faça o monitoramento detalhado do desenvolvimento do bebê e da saúde da mãe durante toda a gestação. O acompanhamento do obstetra pode ser realizado com maior precisão e, assim, diversos tipos de problemas e complicações podem ser detectados precocemente para que seja feito o tratamento adequado. Um desses exames é a cardiotocografia, realizada no final da gestação ou em situações específicas. Saiba mais sobre esse exame e converse a respeito com o seu médico.

O que é Cardiotocografia?

O exame de cardiotocografia faz parte dos exames recomendados para verificação da vitalidade fetal no terceiro trimestre de gestação. É realizado para que os médicos consigam avaliar o bem-estar do bebê dentro da barriga da mãe nas últimas semanas que precedem o parto.

O exame avalia, em especial, os batimentos cardíacos do bebê e costuma ser feito a partir da 37ª semana de gestação ou antes, caso seja necessário.

O cardiotoco também é recomendado em casos mais específicos, como por exemplo quando se trata de uma gravidez de risco. Veja no próximo tópico quais são essas situações.

Quando é recomendado o exame de cardiotoco?

Cardiotocografia
Crédito: Freepik

Além da avaliação geral da saúde e bem-estar do bebê saudável antes do nascimento, esse exame também deve ser feito nas seguintes situações:

Condições de risco da gestante

Algumas situações deixam a gestante mais vulnerável e com risco de alguma complicação no parto, por isso o exame é importante, ajudando a controlar a situação:

Condições de risco no parto

Há, ainda, as situações de risco no parto em que o exame de cardiotocografia é muito útil para o controle da saúde do bebê até o momento do nascimento:

  • Pouco líquido amniótico;
  • Sangramento do útero;
  • Parto com mais de 40 semanas;
  • Parto prematuro;
  • Múltiplos gêmeos;
  • Alterações das contrações durante o parto;
  • Descolamento da placenta;
  • Parto mais demorado do que o esperado.

Como é feito o exame cardiotoco?

A cardiotocografia fetal é realizada com a colocação de eletrodos com sensores nas pontas na barriga da mãe, como uma cinta. Esses eletrodos sensíveis conseguem, então, captar os batimentos cardíacos do bebê, também as movimentações dele e as contrações uterinas, caso já estejam acontecendo.

Esse exame não causa qualquer incômodo na mãe nem no feto e leva cerca de 20 minutos, com a mãe deitada ou sentada. Em casos de risco, quando o médico percebe pouca movimentação do bebê dentro da barriga, podem ser necessários estímulos externos para acordá-lo. Existem 3 formas de realização do exame e estímulos:

Cardiotoco basal

É assim chamado quando o exame é realizado com a mãe em repouso e sem necessidade de estímulos, somente para monitoramento do bebê quando está tudo bem.

Cardiotocografia estimulada

Quando é necessário realizar algum estímulo para agitar o bebê, o médico pode aplicar algum tipo de som externo enquanto os eletrodos estão ligados à barriga. Esses estímulos podem ser um som alto como de uma buzina, pode ser uma vibração ou mesmo o toque do médico na barriga que, dentro do útero, emitirá um som.

Cardiotoco com sobrecarga

No tipo com sobrecarga o médico administra uma medicação específica na mãe com a intenção de intensificar a contração uterina e verificar o efeito das contrações no bebê.

Interpretações da cardiotocografia fetal

exame cardiotoco
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A interpretação do exame é realizada por meio dos gráficos que se formam na tela do computador durante sua realização. Se houver qualquer alteração, o exame irá identificar:

  • Alterações dos batimentos cardíacos do bebê (variações na frequência cardíaca, sejam de aceleração ou diminuição fora do normal);
  • Alterações nos movimentos intrauterinos que tendem a diminuir quando o bebê está sofrendo com falta de oxigenação;
  • Alterações nas contrações do útero durante o parto.

No caso de alterações quando o exame é feito semanas antes do parto, pode ser necessário manter um acompanhamento intensivo, seja a cada 2 dias ou semanal, dependendo da necessidade de cada caso. Somente com o exame feito é o médico poderá determinar o tratamento adequado.

O SUS oferece a cardiotocografia?

Sim, de acordo com a Portaria Nº 1.459, de 24 de junho de 2011, divulgada pelo Ministério da Saúde, o exame de cardiotoco faz parte da Rede Cegonha do Sistema Único de Saúde que visa garantir às gestantes o direito de acompanhamento médico adequado no pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança, bem como o sistema logístico de transporte sanitário.

Junto com o cardiotoco, a mãe e o bebê também têm direito a exames pré-natais como:

  • Teste rápido de gravidez;
  • Teste rápido de sífilis;
  • Teste rápido de HIV;
  • Cultura de bactérias para identificação (urina);
  • Acréscimo de mais um exame de hematócrito, hemoglobina;
  • Ampliação do ultrassom obstétrico para 100% das gestantes;
  • Proteinúria (teste rápido);
  • Teste indireto de antiglobulina humana (TIA) para gestantes que apresentarem RH negativo;
  • Exames adicionais para gestantes de alto-risco:
  • Contagem de plaquetas;
  • Dosagem de proteínas (urina 24 horas);
  • Dosagens de ureia, creatinina e ácido úrico;
  • Eletrocardiograma;
  • Ultrassom obstétrico com Doppler.

Quando não é realizado pelo SUS, o exame de cardiotoco tem um custo médio de R$150,00, dependendo da cidade e da clínica. Converse com seu médico a respeito e não abra mão dos seus direitos.