Como saber se meu filho precisa ver um psicólogo?

É essencial estar sempre presente na rotina da criança para identificar mudanças de comportamento e ajudá-la a lidar com seus sentimentos

Crédito: Freepik
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As crianças nem sempre conseguem expressar em palavras o que estão sentindo, especialmente quando os sentimentos são de medo, frustração, raiva, insegurança ou tristeza.

Então, elas podem usar outros meios para se expressar, o que inclui comportamentos diferentes do comum, mas nem sempre fica claro para os pais.

Saber identificar que a criança está agindo diferente é o primeiro passo. Se apesar das tentativas em descobrir por conta própria qual é o problema, o pais não tiverem sucesso, pode ser a hora de consultar um psicólogo.

Veja quais tipos de comportamentos da criança indicam que é hora de fazer uma consulta psicológica.

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Voltar a fazer xixi na cama

Seu filho já passou pelo desfralde e estava usando o penico ou o vaso sanitários sem dificuldade? De repente voltou a fazer xixi na cama? É um indicativo de que a saúde emocional dele pode estar abalada por algum motivo, dentro ou fora de casa.

Mudanças nos hábitos básicos

Não querer comer, não ir ao banheiro nos horários habituais, ter dificuldade para dormir, tudo isso também pode indicar algum problema emocional. Claro, nesse caso, antes de levar a criança ao psicólogo é importante levá-la ao pediatra para ter certeza de que não é um problema de saúde, como alguma infecção.

Ficar doente com frequência

Até mesmo quando o seu filho pequeno fica gripado ou com outra doença simples em uma frequência maior do que o normal pode ser por conta de um motivo psicológico.

Mudança repentina de comportamento

De modo geral, essa mudança repentina se refere a um comportamento negativo, seja choro excessivo, tristeza ou agressividade que os pais não conseguem identificar de onde vem.

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Dificuldade para socializar

Nem toda criança que prefere brincar sozinha tem um problema psicológico. Muitas vezes é apenas uma característica da personalidade dela. Os pais devem observar se a criança tenta, mas não consegue socializar ou se ela se recusa, e se essa recusa parece ser por medo ou insegurança ou só por falta de interesse, pois ela se satisfaz brincando sozinha.

Compulsão alimentar

Assim como a criança pode apresentar perda de apetite porque alguma emoção não está sendo dissolvida como deveria, há crianças que reagem a isso por meio da compulsão alimentar.

Esse processo pode começar de forma despercebida, mas os pais devem ficar de olho se o filho passa a comer muito mais do que o normal para a idade, mesmo levando em conta a fase de crescimento.

Agitação e falta de concentração

Esse é um comportamento que geralmente os professores reportam aos pais, pois a criança demonstra mais quando está na escola. Atualmente é comum desconfiar de que a criança tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), mas nem sempre é o caso, por isso, nada melhor do que o diagnóstico de um profissional.

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Dificuldade de aprendizagem

Esse sinal tende a ser uma consequência da agitação e da falta de concentração, ou apenas é o ritmo da criança que é diferente, afinal, cada uma tem o seu tempo. Mas também pode ter outros motivos, inclusive problema de visão. É interessante verificar com o médico se a saúde geral da criança está bem para depois levá-la ao psicólogo.

Como está a situação em casa?

Antes de levar seu filho ao psicólogo ou de culpar a escola, a creche ou amiguinhos pela mudança de comportamento dele, faça uma breve análise sobre como o seu filho é tratado em casa.

Ele recebe toda a atenção que precisa? Existe muita briga entre os pais? Os irmãos praticam bullying? Leve tudo isso em consideração, pois é bem comum que uma criança mude de comportamento quando as coisas em casa não vão bem.

Além disso, muitas crianças apresentam essas mudanças de comportamento quando algum evento específico acontece, como a separação dos pais, mudança de casa, cidade ou escola, morte de um animal de estimação ou ente querido, além da chegada de um irmãozinho.

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Se algum desses eventos ocorreu na sua família, pode ser o motivo de estar chateando seu filho. Converse com ele, dê atenção, explique sobre as mudanças e ouça o que ele tem a dizer ou peça para que se expresse através de desenhos ou outras formas não verbais.

Caso não veja melhora, com certeza vale a pena consultar um psicólogo infantil para evitar que o desenvolvimento do seu filho seja prejudicado. Se preferir, converse antes com o seu pediatra para ter uma segunda opinião.

Veja também: Crianças expostas a situações de estresse têm maior risco de desenvolver depressão

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