Empresa demite homem que faltou ao trabalho para assistir nascimento do filho

Caso aconteceu nos EUA e levanta debate sobre atendimento às famílias

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O veterano de guerra do Iraque, Lamar Austin de 30 anos, foi demitido porque precisou faltar ao trabalho e acompanhar o parto de seu quarto filho.

Austin estava no período de experiência em uma empresa de segurança que atua com o sistema de turnos de trabalho.

Ele cumpria os próprios turnos e auxiliava os colegas para eventuais trocas. Acontece que a esposa de Austin estava prestes a dar à luz e isso foi comunicado à direção da empresa.

Os supervisores da Salerno Protective Services, de Manchester, na Inglaterra, não acataram os argumentos de Austin e alertaram que, caso faltasse, ele poderia ser dispensado.

Austin informou no dia 28 de dezembro de 2016, que não poderia cobrir o turno de um colega porque a mulher teria uma consulta e o bebê poderia nascer a qualquer momento.

Como a esposa entrou em trabalho de parto, ele acompanhou o processo e comunicou ao chefe. A resposta foi que Austin o forçaria a tomar uma decisão.

A demissão chegou pelo e-mail, mas Austin somente conseguiu responder “OK”, porque estava cansado. afinal, o filho nascera naquela noite.

O acordo existente entre Austin e a empresa previa o encerramento do contrato por qualquer parte, a qualquer momento. A situação, contudo, levantou o debate sobre a falta de apoio às famílias.

Não são todos os países que permitem a licença à paternidade, por exemplo. No Brasil, os pais têm somente cinco dias para acompanhar as mães de seus filhos após o parto. Empregados em empresas cidadãs têm 20 dias de licença à paternidade.