Seis fatos desconhecidos sobre o parto em casa

Dar à luz na própria casa é uma opção que, cada vez mais, está conseguindo novos adeptos

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Várias são as razões que levam os futuros papais a tomar esta opção, como o fato de poderem estar num ambiente familiar e acolhedor num momento tão especial, ou porque preferem um parto menos intervencionado e mais personalizado, por exemplo.

Esta decisão, no entanto, levanta várias dúvidas a quem não partilha dela, principalmente no que diz respeito à falta de alguns recursos clínicos e hospitalares.

Mas quem passou por esta experiência, nega, habitualmente, estas teorias e gosta de partilhar o seu momento.

Conheça 6 fatos que vão ajudar nas suas dúvidas:

As parteiras estão devidamente preparadas, em todos os níveis 

Será talvez a maior dúvida: qual o tipo de tratamento que as grávidas terão em casa, no momento do parto?

Seguramente que será diferente daquilo que nos habituamos a ver nos hospitais, mas não significa que não seja igualmente cuidado e precavido para qualquer situação de emergência.

As parteiras, que são habitualmente contratadas, são profissionais devidamente habilitadas, experientes e conhecedoras, que trazem sempre consigo todos os materiais e instrumentos necessários.

Aliás, conforme palavras de Marinah Farrell (presidente da “Associação das Parteiras da América do Norte”), estas profissionais deverão estar sempre munidas, nos partos, de medicamentos para o caso de emergências, como a oxitocina sintética, para usar em caso de hemorragia, ou o oxigênio.

E também com equipamento de monitorização dos sinais vitais da mãe e do bebê.
Suturar a mãe e administrar medicação ao recém-nascido, se tal for necessário, são também funções para as quais estão preparadas.

As seguradoras podem não cobrir as despesas deste tipo de parto

A legislação sobre as seguradoras comparticiparem ou não estes partos ainda geram muitas respostas negativas e, na verdade, muitos pais acabam por preferir pagar as despesas do seu bolso.

Não terá de implicar “sujeira”

Impossível não pensar também, no quanto a casa poderá ficar bagunçada e suja… Manchas de sangue, ou de líquido amniótico em diversas partes…

Nada disso é suposto acontecer, assegura Marinah Farrell: as parteiras também são formadas para agir de forma a que todos os locais onde se processam os partos, estejam devidamente protegidos, com plásticos e outros materiais próprios. Além disso, ao final do parto, tudo é completamente limpo. De tal forma que, quem vê o local após o processo, nunca dirá que algo aconteceu.

O recurso ao hospital não significa, necessariamente uma situação de emergência

Muitos dos partos planejados para acontecerem em casa, acabam por ter de recorrer e acontecer em um hospital. Isto é um fato! Mas isto não costuma acontecer devido a situações de emergência, mas principalmente porque o trabalho de parto não está a progredir como deveria, ou porque a bolsa de águas arrebentou num momento que não era previsto.

É por isso que, por uma questão preventiva, é muito importante que perto da casa, exista sempre um hospital e com fáceis acessos!

Os partos em casa não têm de acontecer dentro de água

É inevitável, se fizermos uma busca na Internet, que nos apareçam imagens (na maior parte das vezes) de partos a decorrerem dentro de água, em pequenas piscinas infláveis.

Embora seja agradável para a grávida ter esta opção, não é nenhuma regra! Aliás, a maior vantagem de se poder ter os filhos em casa é, precisamente, poder escolher o local, no seu lar, onde se sente mais confortável para o fazer, como a cama, o sofá, ou qualquer outro…

Os cuidados pós-parto são extensos

Em casa, o processo pós-parto é muito diferente: aqui, as parteiras acompanham de muito perto as mães e os bebês durante as primeiras semanas, principalmente na primeira semana, em que se deslocam cerca de 4 a 5 vezes por dia a casa de quem acabou de ter bebê.

Obviamente, a primeira preocupação nestas visitas tem a ver com os cuidados de saúde, verificação dos mesmos, e administração de medicamentos mas, muito importante também, é o fato de conseguirem perceber como as famílias se estão a adaptar à nova realidade, tirando-lhes dúvidas e ajudando-os nas suas dificuldades.

Permitindo, assim, que todo o processo que envolve o nascimento de uma criança seja usufruído com muita tranquilidade e alegria!

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