Mudanças de comportamento? Seu filho pode estar passando pelas crises do crescimento

São quatro tipos de crises em períodos diferentes. Confira!

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Seu filho tem apresentado mudanças de comportamento? Ele está agitado, sem sono, irritado? Muitas crianças a partir do primeiro trimestre de vida entram no que os médicos chamam de crise do crescimento. São quatro períodos do desenvolvimento da criança nos quais ela pode apresentar mudanças significativas na forma de se comportar. Confira:

Primeira fase: Período Simbiótico

O período simbiótico acontece no primeiro trimestre de vida do bebê. Alguns especialistas consideram que as crianças possuem dois nascimentos: o biológico, quando vêm ao mundo e o simbiótico, quando completam 3 meses. Esse é o momento em que as palavras mãe e filho são uma só, pois é assim que se entende essa relação: como se fossem uma única pessoa.

Com 3 meses de idade, o bebê já é capaz de olhar nos olhos da mãe, imitar gestos ou se divertir. É o momento em que ele começa a entender que existem outros seres e que a mãe não é somente um seio que o alimenta.

A crise tem início nesse momento: o bebê percebe que precisa chamar atenção para ser notado e a ansiedade toma conta dele. De acordo com pediatras, muitas mães chegam ao consultório alegando que o filho mudou de comportamento de um dia para o outro, acordam chorando, ficam agitados ou nervosos.

É importante saber que as crises duram aproximadamente 15 dias, ou até o bebê ter a percepção que tem a atenção necessária e que não precisa ficar nervoso.

Durante essas crises a criança não deve ser medicada, pois apesar da mudança de comportamento, as crises não são ruins para o desenvolvimento.

Segunda fase: Triângulo familiar

A partir dos 5 ou 6 meses de idade, os bebês começam a perceber a presença de uma segunda pessoa, o pai. Apesar de estar presente desde o nascimento, o pai não é uma figura forte para o bebê, ou seja, a proximidade não é tão grande quanto a da mãe.

Pelo mesmo motivo que isso é muito bom para a formação do triângulo familiar, é a partir desse momento que a criança pode apresentar a crise da segunda fase.

Essa crise costuma afetar mais as mães do que os bebês. Apesar de a criança apresentar um nível leve de transtorno do sono e diminuição do apetite, são as mães que ficam mais sensíveis.

A questão aqui é que elas passam a perceber que seu bebê precisa dar início a outras relações e que a relação de dependência com a mãe deve ser reduzida. Nesse momento o pai assume um papel mais presente na vida da criança.

É importante que essa crise não seja confundida com a ansiedade e desconforto da criança com o nascimento dos dentinhos. O crescimento da dentição geralmente incomoda e a criança pode se tornar um pouco agressiva.

Terceira fase: Separação

Essa é a crise dos oito meses, ou crise do terceiro trimestre. Segundo os especialistas essa é a crise mais significativa, podendo durar mais tempo que a outra e causando transtornos e alterações um pouco mais fortes nas crianças. Há relatos de bebês que acordaram até 15 vezes na mesma noite.

Essa fase dura aproximadamente três ou quatro semanas e, como solução a maioria dos pais acostuma seus filhos a dormir na cama, junto com eles. Isso é um erro. Os especialistas afirmam que levar os filhos a dormir na mesma cama é mais uma ansiedade dos pais que uma necessidade do bebê. Essa decisão pode causar diversos problemas, como o vício de não dormir no seu próprio quarto, além do afastamento da vida conjugal do casal.

A dica aqui é que, quando o bebê chorar de madrugada, a mãe atenda ao chamado. Especialistas afirmam que a ansiedade do bebê faz com que ele pense que não vai ter mais sua mãe, ao se ver sozinho no berço. Se é o pai que atende ao seu chamado de madrugada, o bebê pode ficar ainda mais nervoso, por perceber que a mãe realmente não está mais ali. É comum as crianças estranharem o colo de outras pessoas além da mãe, nessa fase e é importante que não haja muitas trocas de cuidadores.

Nesse período é comum a criança se apegar a algum objeto: uma fralda de pano, um brinquedo. É importante que esse objeto esteja sempre próximo ao bebê e à mãe e que fique nele o seu cheiro. Assim ao acordar de madrugada e encontrar o objeto próximo a ele, o bebê percebe que as coisas não vão embora simplesmente, e isso pode acalmá-lo, porque apesar de a mãe não estar por perto, o objeto está. Assim, com o retorno da mãe ele compreende que o afastamento não é uma perda.

Quarta fase: Independência

Essa crise acontece por volta de 1 ano de idade e ronda o momento em que o bebê aprende a andar. Ele quer explorar o ambiente, quer ser independente, mas ao mesmo tempo ainda busca o colo da mãe. Os principais sintomas são o transtorno do sono, a agitação excessiva e a falta de apetite.

Uma dica aqui é que os pais continuem incentivando a criança a explorar novos ambientes, mas isso não deve ser de uma maneira forçada. É preciso deixá-los a vontade. Aos poucos eles vão conseguindo balancear essa questão de ser independente, ainda sendo dependentes e, apesar de serem fases um pouco difíceis de lidar, ajudam no crescimento das crianças de forma extraordinária.

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