Fotógrafa faz inseminação artificial caseira e tem filha com amigo

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Fotógrafa faz inseminação artificial caseira
Crédito: Unsplash

De acordo com o Ministério da Saúde, a inseminação artificial caseira “envolve basicamente a coleta do sêmen de um doador e sua inseminação imediata em uma mulher com uso de seringa ou outros instrumentos, como cateter”.

Mel Paranhos é uma mulher bem resolvida e que sempre sonhou em ter filhos. Por ser lésbica, ela pesquisou sobre a inseminação artificial. Porém o custo do procedimento é realmente elevado, podendo custar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Foi então que encontrou uma solução que funcionou muito bem para ela: a inseminação artificial caseira, que acabou surtindo efeito. Nove meses depois, sua linda bebê, Lis, veio ao mundo, forte e saudável, cercada de amor. Conheça a história!

Ela fez inseminação artificial caseira e funcionou

inseminação artificial caseira conheça a história
Crédito: Facebook Mel Paranhos

Mel e seu amigo queriam muito ter filhos e decidiram fazer isso juntos, através da inseminação artificial caseira. De acordo com a entrevistada, “ele comentou essa vontade de ser pai. Depois de tudo [exames e inseminação] surgiu Lis, essa coisa linda aqui”.

O amigo de Mel fez questão de registrar e criar Lis, partilhando as obrigações e cuidados, formando assim uma família linda, na qual cada um vive a sua vida e todos vivem pela pequena, que reforçou ainda mais o laço de amizade entre eles.

Para a mamãe, “a criança sente quando o amor é verdadeiro e vai construir sua personalidade através dessa educação, desse contato e do amor que vem dos cuidadores”.

Riscos e cuidados a ter

De acordo com o Ministério da Saúde, “no Brasil, é proibido todo tipo de comercialização de material biológico humano de acordo com o art. 199 da Constituição Federal de 1988. Toda doação de substâncias ou partes do corpo humanos, tais como sangue, órgãos, tecidos, assim como o esperma, deve ser realizada de forma voluntária e altruísta”.

Isso, em tese, torna o processo gratuito, tendo somente o gasto com os materiais utilizados. E qual é o custo a longo prazo dessa facilidade? Muitos são os riscos que tanto mãe quanto bebê – caso fecunde – podem correr.

A começar pelo fator social. Quando se faz uma inseminação caseira, o doador é normalmente alguém conhecido, será que essa escolha agora não irá gerar transtornos no futuro? Com Mel, seu amigo e Lis funcionou muito bem, mas pode ser que para outras pessoas não seja dessa forma.

No que tange o fator saúde, pode ser bem complicado fazer a inseminação artificial caseira e confiar na segurança do resultado, principalmente quando se fala de risco de contaminação. Entrar em contato com secreções de outras pessoas é uma maneira de transmissão de várias doenças sexualmente transmissíveis. Algumas doenças podem passar anos sem se manifestar como a herpes e o HIV.

Já na inseminação realizada em laboratório, segundo o Ministério, “as triagens social, clínica e laboratorial do doador são necessárias para eliminar riscos de transmissão de doenças por meio da avaliação da presença de agentes infecciosos, como HIV, Hepatites B e C, Zika Vírus, Chikungunya, entre outros”.

Por isso é importante repensar se a economia vale realmente a pena o risco, devendo ser pensado com cuidado e carinho, avaliando sempre no médio e longo prazo, como toda decisão importante a ser tomada em sua vida.

Se ainda assim estiver decidida a continuar, o Ministério da Saúde recomenda que “apesar de ser uma escolha individual e não regulada, é importante que as pessoas que estão cogitando esse tipo de procedimento para engravidar avaliem o risco e conversem com um profissional médico especializado em reprodução humana”.

Então, entre em contato com um obstetra de confiança e converse sobre essa ideia e quais são as opções viáveis para uma maior segurança sua e do bebê.