O que muda na gestação de acordo com a posição do seu bebê?

Nem sempre o bebê adota a melhor posição para a hora do parto.

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Está chegando a hora do parto e o bebê não está posicionado da forma como você imaginava? Não se preocupe, pois isso é mais comum do que você imagina.

De acordo com os obstetras, a melhor posição para o bebê adotar no fim da gravidez é a posição cefálica, ou seja, aquela posição em que ele fica de cabeça para baixo, pronto para o parto normal. Essa posição possibilita uma passagem mais rápida e suave do bebê.

No entanto, essa não é a única posição em que os bebês podem ser encontrados normalmente. A posição pélvica, em que o bebê fica “sentado” e a posição transversa, na qual o bebê fica atravessado na barriga da mãe também são bastante comuns.

As duas últimas posições dificultam um pouco o parto normal. Na posição pélvica o bebê precisa ser puxado pelas pernas ou ser feita a cesárea. Na posição transversa, caso o médico não consiga mover o bebê pressionando a barriga da mãe, é necessário cesárea.

Como ajudar seu bebê a mudar de posição?

Existem alguns exercícios que foram criados para influenciar o bebê a adotar a posição correta para o parto normal. A criadora desses exercícios, uma parteira neozelandesa, os denominou OFP (Otimização do Posicionamento Fetal).

Fazer exercícios durante a gestação é muito importante

De acordo com ela, o truque dos OFP é se manter ativa durante a gravidez. Também é importante que a mãe separe um tempo por dia para adotar a posição de quatro (apoiada nas mãos e joelhos) para exercitar os quadris.

Apesar de não haver muitos estudos sobre os benefícios dos exercícios de OFP, um estudo publicado por uma organização relacionada à saúde, garantiu que passar dez minutos por dia na posição ensinada pela parteira influencia a posição do bebê.

Segundo coordenadores da maternidade onde a parteira neozelandesa trabalha, graças aos seus exercícios diários para as grávidas, o número de partos realizados com a utilização de fórceps diminuíram de três a quatro por mês, para dois a três por ano.

Mas qual o problema de o bebê estar “sentado”?

Além de a gestante ter a probabilidade de sentir mais dor nas costas, devido à cabeça do feto estar pressionando as costelas, ele teria de girar 180 graus para que o parto normal pudesse ser realizado ou ser retirado pelas pernas.

Por isso, a menos que o bebê esteja na posição correta, muitos médicos optam pela cesárea, para não prejudicar mãe e filho.

De acordo com os médicos obstetras, o fato de o número de bebês na posição pélvica pode se dar pelo estilo de vida sedentário de algumas gestantes. Permanecer muito tempo sentada pode fazer com que o bebê se posicione contra a sua coluna devido aos movimentos da pélvis.

Os bebês começam a se mover desde o inicio da gestação e mudam de posição a medida que vão crescendo. Mas é por volta das 35 semanas que, com o espaço reduzido, eles se ajustam à posição em que permanecerão até o dia do parto.

Como prevenir a posição pélvica?

Adotar a posição de joelhos, como ensinada anteriormente, por alguns minutos por dia, auxilia na movimentação do bebês, além de evitar passar muitas horas sentadas e não passar muito tempo com as pernas cruzadas.

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Os especialistas aconselham às gestantes não dormirem de costas, para que os bebês não se posicionem assim também. Mas não se preocupe, até as 32 semanas, 15% dos bebês ainda está em posição pélvica, mas eles têm até a 35ª semana para se posicionar corretamente.

Se o bebê ainda não tiver se posicionado na posição correta até a 37ª semana, é possível tentar uma técnica chamada Versão Externa. Essa técnica consiste na tentativa de pressionar a barriga da gestante para empurrar o bebê até a posição correta. No entanto, essa técnica só pode ser feita por um médico, com acompanhamento fetal adequado e relaxantes musculares uterinos para aliviar a pressão sobre o feto.

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