5 Grávidas que foram contratadas até no 9º mês de gestação

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Crédito: Freepik

A relação entre gestação e trabalho nem sempre termina bem, com demissões ilegais e pressão para que a mulher peça demissão, já que demitir não é uma opção financeiramente nem legalmente viável para as empresas.

Conheça as histórias de mulheres que foram contratadas pelos que elas são como profissionais, enquanto estavam grávidas. Algumas histórias maravilhosas que dão esperança em um mercado de trabalho ainda tão desigual para mulheres.

Essas mulheres foram contratadas durante a gestação

Veja o que aconteceu com essas mulheres que foram contratadas durante a gestação. São histórias incríveis, de sucesso e algumas complicações, vistas da ótica das próprias mães. Algumas já estavam com barrigão e outras descobriram apenas durante as entrevistas de emprego. Veja o que elas fizeram.

1. Anna Lethicia

Grávidas que foram contratadas anna
Crédito: Divulgação

Essa advogada competente foi contratada por uma empresa paulistana que visa captar recursos para causas sociais, aos 36 anos de idade. Altamente qualificada, conseguiu a vaga na área de marketing digital, depois de um processo seletivo na empresa Trackmob.

Ela estava grávida, no último trimestre de gestação, dando a luz ao seu bebê apenas 20 dias depois de começar a trabalhar. Para o fundador da empresa, Jonas Araújo, “simplesmente não fazia sentido não optar pela profissional, que foi superbem em um processo seletivo que envolveu cerca de cem candidatos, por causa de uma questão de curto prazo, que é a gravidez”.

O empresário encara a situação como um investimento que tem um tempo de retorno e que, a longo prazo, a contratação de Anna pode, sim, trazer mais lucro para a empresa.

2. Emily

O caso de Emily foi um pouco diferente, pois ao invés de estar sem trabalho e procurando por vagas de emprego, passando por processos seletivos, ela ainda trabalhava, mas estava infeliz na sua função.

Então, aos 32 anos e no último trimestre de gestação, ela foi convidada por outra empresa para assumir o cargo de executiva de marca, recebendo uma cesta com um convite para um dia em um SPA e uma garrafa de espumante – que ela guardou para alguns meses depois.

3. Marcela

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Crédito: Divulgação

Depois de um longo processo seletivo para a empresa multinacional ThoughtWorks, que tem quatro escritórios no Brasil, Marcela Caldeira foi admitida para trabalhar em uma das filiais, aos 35 anos de idade.

Depois de dois meses de seleção, ela foi contratada no último mês de gestação, começando a trabalhar como designer de experiência, que será assumido assim que terminar a licença maternidade. Marcela foi contratada por causa da sua competência e a gestação não foi um obstáculo.

4. Sarah

Sarah se viu impulsionada a mudar de empresa quando descobriu que a atual não era tão parceira da mulher que engravidasse, a desapontando bastante. Foi quando começou a procurar por novas vagas, com 35 anos e uma barriga já desenvolvida.

A procura não foi um mar de rosas. Uma das empresas para a qual ela estava aplicando fez diversos testes e entrevistas remotas de forma intensa. Quando chegou a vez da entrevista pessoalmente, o chefe olhou para ela e perguntou: “então, por que você está procurando um novo emprego agora?”.

Ela não desanimou e continuou a busca, sendo contratada aos sete meses de gestação, como diretora de produção. Ela começou a trabalhar e nem questionou sobre licença maternidade, mas a própria empresa ofereceu três meses remunerados.

5. Zofia

Grávidas que foram contratadas zofia
Crédito: Divulgação

A polonesa Zofia Wosinska participou de um processo seletivo e foi contratada aos nove meses de gestação, deixando muitas pessoas admiradas, pois de acordo com o que ela pensa, essa atitude ainda não é algo comum.

A sua primeira entrevista para a vaga na empresa Leica Byosystems foi por telefone e, em seguida, presencialmente. Entre muitos outros candidatos, ela foi a selecionada, pois se adequava ao perfil necessário. De acordo com suas palavras, ela estava “feliz por trabalhar para uma empresa que oferece uma plataforma igual para as mulheres e que investe em seu pessoal a longo prazo”.

Lembre-se que a licença maternidade é diferente em cada país. No Brasil, a mulher tem direito a ficar 120 dias afastada do trabalho, se tiver carteira assinada. O homem tem apenas cinco dias. Já nos Estados Unidos, a licença maternidade não é obrigatória, é um benefício oferecido por algumas empresas, assim como plano de saúde ou plano odontológico.

Por isso, para muitas mulheres, permanecer no trabalho pode ser uma grande ajuda, inclusive financeira, como uma fase de preparação para muitos gastos e desafios. Algumas mulheres inclusive, têm que retornar o mais rápido possível ao trabalho, por causa dos benefícios, tendo que deixar seus filhos com familiares ou creches.

Que mais empresas tenham essa visão e apoiem excelentes profissionais, independente se estão gestantes, investindo no seu recurso mais precioso e com melhores resultados a longo prazo: o humano.