Hidropsia fetal: uma doença rara e perigosa para o bebê

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Crédito: Freepik

Quando uma mulher está grávida precisa viver esse momento com plenitude sem se preocupar com o que pode lhe desgastar emocionalmente, como doenças raras que podem afetá-la ou afetar o bebê. Mesmo assim é importante ter conhecimento sobre possíveis problemas na gestação para que esteja preparada a identificar o sintomas e buscar ajuda do seu médico. A doença que você vai saber mais agora é a hidropsia fetal.

O que é hidropsia fetal?

A hidropsia fetal é uma doença caracterizada pelo acúmulo de líquidos em duas ou mais partes do corpo do bebê durante a gestação. Trata-se de uma doença rara, porém, como o tratamento é difícil, coloca a vida do bebê em risco podendo provocar aborto ou morte fetal logo no início da gestação.

Causas da hidropsia fetal

causas da hidropsia fetal
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Existem as causas não imunes e também as causas imunes para a hidropsia fetal. É preciso realizar uma investigação cuidadosa, pois a doença também pode ocorrer em uma gestação aparentemente sadia sem que a causa seja identificada. Os fatores de risco podem ser:

Causa imune

Quando a mãe tem um tipo sanguíneo negativo e o bebê tem um positivo, podem haver problemas no desenvolvimento fetal, como a hidropsia, exigindo que cuidados sejam tomados desde o início da gestação.

Problemas no feto

Quando o feto desenvolve problemas no coração ou nos pulmões também é um fator de risco para a hidropsia fetal.

Infecções

Não é à toa que os médicos alertam as mães sobre a importância de se vacinarem para proteger seus bebês ainda na barriga. A hidropsia pode ocorrer como consequência de doenças infecciosas como rubéola, sífilis, herpes, citomegalovírus, toxoplasmose e parvovírus B-19.

Alterações genéticas

Síndrome de Down, Síndrome de Turner e Síndrome de Edwards diagnosticadas durante a gestação também podem desencadear um caso de hidropsia fetal.

Problemas na mãe

Além das vacinas em dia é importante que as gestantes tomem muito cuidado com a própria saúde, pois doenças como diabetes, pré-eclâmpsia, falta de proteínas e anemia grave também são fatores de risco.

Como é feito o diagnóstico da hidropsia fetal?

Ao final do primeiro trimestre de gestação é possível identificar um caso de hidropsia fetal por meio do exame de ultrassom comum no pré-natal. Ele aponta excesso de líquido amniótico, bem como inchaço na placenta e em duas ou mais partes do corpinho do bebê.

Justamente para que seja possível identificar doenças como essa de forma precoce que todas as gestantes devem cumprir a quantidade mínima de ultrassons ao longo da gestação. Mesmo aquelas que não tiverem condições de realizar o pré-natal de forma particular têm o direito de fazer um acompanhamento completo pelo Sistema Único de Saúde sem pagar nada.

Hidropsia fetal tem cura?

Como essa é uma doença rara e de difícil tratamento, a cura vai depender de cada caso. Quanto antes a doença for diagnosticada, sem que tenha afetado o feto de forma grave, maiores são as chances de cura, ainda que seja necessário continuar o tratamento após o nascimento.

Tratamentos para hidropsia fetal

tratamentos para hidropsia fetal
Crédito: Freepik

Assim como a cura depende muito de cada caso, os tratamentos também são orientados de forma particular, conforme a doença está mais leve ou avançada em cada bebê. Veja as possibilidades:

Medicamentos

Ainda durante a gestação, existe a possibilidade de tratar o bebê com remédios corticoides ou para acelerar o desenvolvimento do bebê.

Cirurgia

Existem casos em que o bebê precisa ser operado ainda dentro do útero para que tenha chance de sobreviver e continuar o tratamento logo após o nascimento.

Transfusão de sangue

A transfusão de sangue é uma das possibilidades de tratamento pós-nascimento quando a causa da hidropsia é anemia ou parvovírus na mãe. A transfusão limpa o sangue do bebê para que ele esteja livre da doença que causou a hidropsia.

Possíveis complicações

A pior consequência da hidropsia fetal é o aborto espontâneo ou morte do bebê ainda dentro do útero. Quando ele consegue sobreviver, as complicações variam de acordo com a parte do corpo afetada, por exemplo, o bebê poderá ter problemas respiratórios ao ser afetado pela hidropsia nos pulmões.

Para que as complicações sejam controladas ao máximo é importante que o diagnóstico seja feito durante o pré-natal, assim a gestante vai ser orientada pelos médicos a fazer um parto no hospital com toda a estrutura necessária caso seja preciso fazer a reanimação do bebê ou caso seja necessário antecipar o parto com uma cesariana.