Histórias infantis pequenas: 3 contos para distrair, ensinar ou ninar

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histórias infantis pequenas
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Contar histórias para crianças é uma atividade muito divertida e também importante para o desenvolvimento delas, afirmam os psicólogos infantis. Existem histórias de todos os tipos, desde aquelas mais longas até os contos, que são as histórias infantis pequenas, ótimas para crianças mais novinhas ou muito agitadas, que não gostam de ficar muito tempo na mesma atividade.

Então, se está em busca de pequenas histórias para contar às suas crianças, veja boas ideias a seguir.

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Ideias de histórias infantis pequenas

ideias de histórias infantis pequenas
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Todas as histórias infantis pequenas, assim como as mais extensas, são escritas com o objetivo de transmitir uma lição de vida às crianças ou algum ensinamento que vai ajudar no desenvolvimento de cada faixa etária. Então, procure escolher aquelas que estejam de acordo com a idade do seu filho, com o que está aprendendo no momento.

1. A Cigarra e a Formiga

Essa é uma história curta, compartilhada do Q Divertido, que ensina sobre aproveitar o dia de hoje, mas sempre se preparar para o amanhã. Tudo tem a sua hora, então a criança deve obedecer os pais quando é hora de brincar e de fazer suas atividades.

“Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:

– Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!

– Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.

Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.

Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. A cigarra então aconselhou:

– Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!

A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.

Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra:

– Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.

A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:

– Hum!! O inverno ainda está longe, querida!

Para a cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.

Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.

Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.

Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: – No mundo das formigas, todos trabalham. Se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.

Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.”

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2. A Lebre e a Tartaruga

Para contar essa opção das histórias infantis pequenas, explique à criança qual é a principal diferença entre a lebre, que é ágil, e a tartaruga, que é lenta. A lição da história é que nem sempre se deve ter pressa para conseguir o que deseja, e também que não se deve caçoar das diferenças.

“Era uma vez, uma lebre e uma tartaruga. A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.

Certa vez, a tartaruga, já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.

A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente.

Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.

Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.

Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.

Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente. A lebre então percebeu que de nada adianta pensar que é melhor do que os outros. Cada um tem suas diferenças e devem se ajudar ao invés de competir.”

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3. O Leão e o Ratinho

“Essa é uma das histórias infantis pequenas que estimula as crianças a entenderem que ao fazerem o bem para o outros, estão fazendo o bem para si mesmas.

Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata.

Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho que o leão havia prendido, mas que resolveu soltar. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão e os dois viraram grandes amigos.”

Quando contar as histórias infantis pequenas?

quando contar as histórias infantis pequenas
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Não há um momento certo ou errado de contar histórias para as crianças. Mas é bom ter o bom senso de deixar as histórias mais cheias de detalhes para os momentos em que a criança está bem atenta ao que está sendo contado.

Essas histórias bem curtinhas são boas para o momento de dormir ou para quando você está justamente querendo ensinar uma lição, então pode usar uma rápida história para dar o exemplo.

Outra vantagem das histórias mais curtas é que elas não são cansativas, então a criança vai prestar atenção do começo ao fim, e ainda ouvir o que o adulto tem a dizer depois, sobre a lição ensinada.

É interessante usar a história como exemplo e sempre explicar depois o que quis dizer, perguntando o que a criança aprendeu e, se possível, transferindo para a realidade dela, se já tiver idade para entender.