Licença-menstrual – será que a lei pega?

As mulheres poderiam tirar os dias, mas teriam de compensar depois.

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O autor do projeto que dá uma licença de três dias às mulheres para ficarem em casa durante a menstruação é Carlos Bezerra, deputado federal pelo PMDB-MT . Este projeto indica ainda que as faltas podem ser mensais, a cada período menstrual, mas define ainda que as mulheres terão de compensar noutra altura essas horas de trabalho perdido.

O projeto lei é fundamentado por Bezerra, justificando que as mulheres produzem menos nos seus trabalhos se estiverem desconfortáveis com a sua menstruação.

Esta ideia não é nova. Já em 2016, uma empresa britânica implementou uma licença semelhante, em que as mulheres podem tirar os dias, trabalhando a partir de casa ou repondo esses dias depois.  Na China, na província de Ningxia, essa lei já existe e consiste numa licença de 2 dias, assim como também acontece noutras cidades chinesas.

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O projeto lei é fundamentado por Bezerra, justificando que as mulheres produzem menos nos seus trabalhos se estiverem desconfortáveis com a sua menstruação. Afinal ninguém gosta de trabalhar sentindo dores. Uma vez que essas horas, em que a mulher ficaria em casa, serão recuperadas, segundo o decreto, o deputando garante que as empresas sairiam também beneficiadas, sem por em causa a produtividade das suas organizações.

O problema é que algumas mulheres dizem que, por mais bem intencionada que seja o projeto de lei, a realidade pode não ser tão bonita. As mulheres já enfrentam diversos preconceitos no mercado de trabalho (se for mãe, então), e essa lei poderia fazer com que as empresas contratassem ainda menos mulheres, afinal “elas vão faltar muito”.

E você, o que acha desse projeto?

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