Até 2021, licenças-paternidade e maternidade serão iguais na Espanha

0
2576
licenças paternidade e maternidade serão iguais na Espanha
Crédito: Freepik

Mais um passo foi dado em prol da igualdade de gênero, aumentando um benefício precioso para os pais, mas que ainda é visto como menos necessário em muitos países: a licença-paternidade.

Normalmente muito inferior à das mulheres, essa licença de igual teor para homens e mulheres, vai garantir uma maior tranquilidade para que os pais também possam passar mais tempo com as crianças, quando nascerem.

Uma evolução importante, com a ampliação do direito do pai de estar presente, refletindo também na qualidade de vida da mãe e do recém nascido, sendo assim bom para todos. Também a empresa será beneficiada, recebendo um trabalhador mais tranquilo e dedicado.

A luta pela igualdade não está somente no aumento de privilégios para mulheres, mas sim na justa divisão de direitos e deveres, sendo esse um passo precioso em prol de uma sociedade mais justa e balanceada.

Entenda como a licença-paternidade e maternidade vão funcionar na Espanha.

Espanha vai equiparar licença-maternidade e paternidade

licenças paternidade e maternidade serão iguais na Espanha entenda
Crédito: Freepik

De acordo com um decreto lei estabelecido pelo Primeiro Ministro Pedro Sánchez, pais e mães terão, gradualmente e até 2021, a mesma quantidade de dias para ficar em casa com as crianças, assim que elas nascerem.

Ao invés de simplesmente ampliar a licença-maternidade, como fazem muitos governantes sob protesto, ele decidiu aumentar a licença-paternidade, dando iguais condições de trabalho e descanso para ambos.

Assim, iria gradualmente ampliando e igualando os direitos dos pais de ficar com seus filhos em casa, cuidando e vendo o seu desenvolvimento. Trabalhando em parceria com a mãe, fica muito mais fácil realizar as tarefas do dia a dia e criar os filhos, deixando o fardo mais dividido.

Além disso, dá uma maior flexibilidade para famílias em que a mulher pretenda ou precise voltar mais cedo ao mercado de trabalho, ficando o homem responsável pelo cuidado com a criança no período em que a mãe estiver fora, podendo estocar o leite para que o pai o dê.

O prazo para o ano de 2021 é para que as empresas se adaptem ao novo formato, organizando as suas finanças para esse novo modelo.

A meta é ter 12 semanas em 2020 e 16 semanas e 2021, sendo que, se os pais tiverem gêmeos, vai ser possível acrescentar mais duas semanas para cada bebê. Isso vai ter um custo considerável para os cofres públicos, adicionando cerca de R$ 4,7 bilhões, sem contar o funcionalismo público.

Outro ponto interessante que está no mesmo decreto é a exigência de que as empresas façam um registro do valor pago para cada funcionário, homens e mulheres, bem como os benefícios. Quem receber 25% acima da média, terá que ter a justificativa para o fato, além do fator sexo.

Esse decreto lei ainda tem que ser aprovado, com previsão de grande aceitação, pois em 2018 conseguiu unanimidade dos partidos para debater sobre o tema e buscar uma maior igualdade de direitos e deveres, entre homens e mulheres.