Causas pouco conhecidas de má-formação de bebês

É possível evitar a maioria delas

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Além das causas genéticas, o uso de medicamentos e doenças, há várias situações que podem causar a má-formação em bebês e que, infelizmente, são ignoradas.

Isso ocorre porque são hábitos considerados inofensivos, mas que se repetidos durante a gestação podem prejudicar o desenvolvimento adequado do feto e afetar sua formação.

1. Uso de bijuterias

O principal problema no uso de bijuterias está no excesso de chumbo das peças. A partir de fevereiro de 2016, o Inmetro (Instituto Brasileiro de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) definiu os limites para o uso de chumbo na bijuteria brasileira.

Há um período para adaptação, de 18 meses. Ainda assim, não é seguro continuar a utilizar esse tipo de produto durante a gestação porque, de fato, a elevada concentração de chumbo pode prejudicar a formação do bebê.

2. Ignorar o calendário de vacinas

Existe um calendário de vacinas que precisa ser obedecido durante a gestação. Essa é uma forma de garantir a saúde do bebê e evitar a exposição a doenças que alteram a formação. O calendário integra a rotina pré-natal e é passado pelo médico.

3. Alimentos crus

As carnes estão entre os alimentos que mais oferecem riscos se ingeridos crus. Isso vale para carnes de todos os grupos consumidos pelo homem, principalmente as de porco e peixes.

O hábito de ingerir alimentos crus pode levar a ingestão de organismos que liberam toxinas no organismo.

Esse é o tipo de hábito que, de fato, deve ser afastado no período gestacional.

4. Não lavar as mãos

Ignorar o hábito de lavar as mãos pode ser uma armadilha. Em contato com todo tipo de microorganismos, as mãos podem influenciar na contaminação por um simples coçar de olhos.

É importante não deixar de lavar antes de tocar os alimentos ou ter contato com o corpo, como antes de ir ao banheiro. Depois de usar o banheiro, claro, as mãos devem ser muito bem lavadas.

Quando estiver na rua, antes de tocar alimentos, uma dica para manter as mãos limpas é usar álcool em gel.

5. Sobrepeso e obesidade

Mulheres com sobrepeso ou que estão obesas correm maior risco de gerarem bebês com problemas cardíacos, lábio leporino e fechamento incompleto do tubo neural.

6. Ignorar a suplementação de vitaminas

Com a demanda maior de consumo de nutrientes para a formação do bebê, algumas mulheres podem sofrer com deficiências.

Essa avaliação é feita pelo médico por meio de exames específicos e não deve ser ignorada porque pode colocar o bebê em risco.

7. Automedicação e medicamentos inadequados

Há medicamentos que causam danos permanentes ao feto e, alguns, até o aborto. É importante só tomar medicamentos sob orientação médica.

8. Alimentos com agrotóxicos

O ideal é o consumo de alimentos orgânicos. Há produtos, como o abacaxi, por exemplo, que recebe a aplicação do pesticida atrazina, que podem induzir ao aparecimento de gastrosquise.

Essa doença é caracterizada pela má-formação da parede abdominal. Sem a proteção, intestino e estômago podem ser expostos.

9. Peixes

Alguns peixes não devem ser consumidos durante a gestação pelo excesso de mercúrio. Esse é o caso da cavala e do peixe-espada.

Dicas Bônus:

Altas temperaturas corporais

As elevadas temperaturas são responsáveis, principalmente, pela chamada espinha bífida. Para evitar o risco, é sempre importante que o médico seja avisado em casos de febre alta, por exemplo.

BPA

Usado na composição de plásticos, o Bisfenol A está relacionado à demora para a descida dos testículos.
Esse produto está presente em mamadeiras, revestimento de embalagens e copos plásticos.

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