Mãe tem amamentação interrompida em plena UTI

Yara Villão conta tudo o que aconteceu e explica como superou essa situação

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Uma mãe estava amamentando a sua bebê prematura na UTI do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, quando teve de interromper a lactação. Segundo uma enfermeira da instituição, a mãe devia parar de amamentar a criança, porque tinha chegado a hora de visita dos outros pais. De acordo com a profissional, esse procedimento seria habitual naquele Hospital, mas, entretanto, a instituição já negou ter este protocolo.

A interrupção da amamentação e as justificações do Hospital

Segundo Yara, diariamente, as mães tinham 8 visitas para amamentar os bebês. Cada uma dessas visitas durava 1 hora e se repetia de 3 em 3 horas. No entanto, no horário das 15h, havia uma interrupção às 15h30, porque era a hora de outros pais visitarem os seus bebês. No segundo dia de internação da sua filha, que sempre demorava 30 minutos para conseguir sugar o peito, Yara foi surpreendida: justamente quando a menina conseguiu pegar, uma enfermeira pediu que Yara interrompesse a amamentação para os pais poderem entrar.

A mãe alertou que a bebê era uma recém-nascida, tendo acabado de conseguir sugar o seu peito. Yara até sugeriu que podia resguardá-la. No entanto, a enfermeira insistiu e explicou que eram as regras do Hospital: não podia haver amamentação durante a visita dos pais. Yara parou de amamentar e ficou sem saber o que dizer ou o que fazer. Mais tarde, falou com a pediatra, que apenas reforçou o que a enfermeira já tinha dito.

“A mãe alertou que a bebê era uma recém-nascida, tendo acabado de conseguir sugar o seu peito. Yara até sugeriu que podia resguardá-la”

A viralização do desabafo de uma mãe magoada

Yara relatou essa situação no seu perfil no Facebook, mas confessa que não esperava que o seu desabafo ganhasse tanta repercussão e tantos comentários. Após o post viralizar, o Hospital contatou Yara no dia seguinte à publicação: muitos seguidores cobraram explicações na página da instituição. Juntamente com o pai da criança, Yara se deslocou ao Hospital e falou com as chefes da UTI, que se mostraram surpreendidas com o ocorrido.

De acordo com as profissionais, a interrupção da amamentação não é um protocolo do Hospital. As chefes garantiram que estavam investigando o que ocorreu até porque outras mães acabaram relatando que tinham passado pela mesma situação. Ainda contaram que estavam fazendo algumas mudanças para que a amamentação nunca mais tivesse de ser interrompida diante da presença de outros pais.

A importância da consultora de amamentação e do apoio do marido

Relativamente às dificuldades que sentiu durante a lactação da sua bebê prematura, Yara confirmou que a sua filha demorava mais tempo para sugar e que se cansava mais rapidamente. É por isso que parava mais vezes para conseguir descansar e respirar. Além disso, algumas posições para amamentar trouxeram mais complicações quer para a mãe, quer para a bebê: a cabeça da criança era muito pequena e não ficava firme no braço de Yara.

Felizmente, Yara procurou uma consultora de amamentação e os resultados são evidentes: a menina está mamando praticamente de duas em duas horas. Por vezes, até antes. Para Yara, a ajuda da consultora foi essencial. Antes, a jovem mãe tinha recorrido a um pediatra que somente lhe disse que se a bebê não engordasse o suficiente em 2 semanas, teria de tomar uma fórmula. Yara não ficou nada satisfeita com essa postura, porque acredita mais nos benefícios do leite materno do que em qualquer alternativa industrializada. Daí que tenha procurado uma consultora. A mamãe sublinha ainda a importância do apoio do seu marido.

Enfim, a história teve um final feliz: a bebê tem respondido bem à amamentação, está aumentando o seu peso e está mais viva.

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Como nunca é demais lembrar, assista a esse vídeo que explica os vários benefícios da amamentação:

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