Mãe desiste de ter mais filhos depois de gravidez com hiperêmese

Essa condição afeta apenas 2% das gestantes e não há muito conhecimento a respeito para saber como lidar

Crédito: Reprodução/Daily Mail
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Um dos primeiros sintomas da gravidez é o enjoo matinal. Nem todas as mulheres têm esse sintoma, mas é bastante comum na maioria. Acontece que também pode acontecer o oposto: enjoos e vômitos excessivos, não só no início, mas durante toda a gestação.

Foi isso que aconteceu com a britânica Imogen Darkes, de 27 anos, que é mãe de Harry, 16 meses. Ela contou, em entrevista ao Daily Mail, que chegou a vomitar 30 vezes por dia durante a gravidez e que, por causa disso, desistiu de ter os 3 filhos que ela e o marido desejavam.

A condição que afetou Imogen se chama hiperêmese gravídica, e afeta apenas 2% das gestantes. Trata-se de uma complicação crônica da gravidez que causa náuseas e vômitos excessivos.

Crédito: Reprodução/Daily Mail

O diagnóstico de Imogen veio quando seu marido precisou levá-la ao pronto-socorro após uma sequência exaustiva de vômitos. Os níveis de açúcar e potássio no sangue de Imogen estavam tão baixos por causa dos vômitos constantes que ela teria entrado em coma ou sofrido um ataque cardíaco se não tivesse recebido atendimento médico.

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“Eu sei que provavelmente nunca terei outro bebê e muitas vezes fico muito chateada com isso. Eu sei que somos tão abençoados por ter Harry. Ele é maravilhoso e valeu muito a pena tê-lo. Mas eu e meu marido queríamos mais filhos e uma família maior, então, ficamos um pouco tristes. Eu estou triste por Harry também porque eu adoraria que ele tivesse irmãos. Nunca imaginei ter um filho único. Além do fato de que não consigo me imaginar tentando cuidar de Harry enquanto passo por outra gravidez com hiperêmese, também há o fato de que quase perdi minha vida. Não acho que teria sobrevivido a minha última gravidez se não fosse por Lee. Meu marido é um cara muito especial e eu tenho muita, muita sorte de tê-lo”, disse ela.

Crédito: Reprodução/Daily Mail

Para controlar a hiperêmese, Imogen recebeu comprimidos antináuseas que são muito fortes, geralmente prescritos para pacientes em tratamento de câncer. Mas não resolveu grande coisa. Ela vomitava até quando sentia algum cheiro, bom ou ruim.

Durante boa parte da gestação, Imogen ficou em seu quarto, evitando ao máximo qualquer gatilho que lhe desse vontade de vomitar.

“Honestamente, foi muito deprimente e isolante. Eu não suportava ficar perto de nenhum cheiro, qualquer coisa que tivesse cheiro me faria vomitar. Eu não suportava nem ficar perto de meu marido. Eu fiquei trancada no quarto o dia todo. Lee entrava para trocar meu balde de enjoo e esse foi o único contato social que tive. Não foi apenas difícil para mim, foi difícil para ele também. Ele é um cara forte, mas até ele achou muito difícil. Eu vomitava cerca de 30 vezes por dia. Eu não conseguia comer nada sem ficar doente, então, as parteiras e médicos ficavam me dizendo para apenas beber água. Eu estava tão fraca e meus níveis de energia estavam tão baixos que fiquei completamente na cama por três meses. Eu não conseguia nem me levantar para tomar banho. Havia momentos em que eu simplesmente não queria mais estar grávida. Sempre quis meu filho, mas não queria estar grávida”, lamentou.

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Crédito: Reprodução/Daily Mail

Apesar de toda essa situação complicada, a gravidez de Imogen seguiu saudável. Seu bebê nasceu em 21 de novembro de 2019, não foi prematuro, e partir daquele dia o problema foi reduzindo. Foi só então que a mãe começou a aproveitar cada momento com seu filho e seu marido.

Antes de acontecer com ela, Imogen não sabia nada sobre essa condição. Aliás, muitos médicos, enfermeiros e parteiras desconhecem a hiperêmese gravídica. Então, Imogen resolveu dar esse depoimento para promover a conscientização.

“Descobri que muitos médicos e parteiras realmente não sabiam muito sobre o assunto. Só depois de dar à luz Harry que consegui encontrar um grupo de apoio. É por isso que eu realmente quero aumentar a conscientização sobre isso, porque realmente não há o apoio necessário para as mães. Ver todas essas outras mães passando por isso e elas se sentirem tão isoladas e tão culpadas porque não querem estar grávidas é horrível. Acho que quanto mais as pessoas forem informadas sobre a condição, e isso inclui os profissionais de saúde, mais fácil será para as mães que estão passando por algo assim”, finalizou.

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