Mãe não é estado civil, como disse o Papa Francisco

Pontífice também diz que mães devem amamentar

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Foi em 2014, que o papa Francisco anunciou algo que parecia inédito na Igreja Católica: “mãe não é estado civil”.

A frase ainda é repetida para quem enxerga mulheres que não são casadas e são mães. Para o papa, a condição de mãe é inerente ao seu estado civil e essas mulheres são apenas o que são, mães de alguém.

Mulheres que cuidam sozinhas dos filhos ou distantes dos pais biológicos precisam repetir continuamente o porque de sua condição. Muitas vezes essa “condição” é uma mera escolha porque ser mãe é isso mesmo: escolher.

Algumas querem ser, e podem exercer essa prerrogativa. Outras não. E está tudo bem. Não há nada errado em ser mãe, ser solteira, casada, morar com um companheiro ou companheira.

Ser mãe é uma escolha e ter o reconhecimento da maior autoridade da Igreja Católica é a indicação de que as pessoas precisam cuidar de si. Deus, como está indicado na Bíblia, não ama conforme o documento civil, a conveniência social ou a cobrança. Deus é amor, simplesmente.

Quando fala de mães, Francisco abre um leque que abrange um algo mais no respeito às mulheres. Em geral, as pessoas do sexo feminino têm que se explicar e se justificar por ser o que são e quem são.

Não há nada errado em ser mãe, ser solteira, casada, morar com um companheiro ou companheira.

O papa invocou respeito à condição de mãe também quando, durante uma missa, pediu que as mulheres amamentassem os filhos. “É uma cerimônia longa e isso pode deixar as crianças nervosas, com fome. Mães, deem o peito sem medo”, disse o papa Francisco.

A alimentação com o leite materno é uma condição biológica, uma necessidade, mas há quem condene as mulheres que o fazem em público. O constrangimento é tamanho que há leis garantindo o direito à amamentação em público.

Esse fato é uma demonstração da opressão, mesmo com a indicação de todos os órgãos de saúde sobre a necessidade de amamentação exclusiva e de livre demanda até os seis meses da criança.

As declarações públicas de Francisco representam a necessidade de abertura e progresso dentro e fora da Igreja.

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