Como agir quando a mulher critica tudo o que o pai da criança faz?

Os cuidados devem ser divididos, mas há quem pense que só a mulher sabe fazer

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Dividir os cuidados com a criança assim que ela nasce não é uma recomendação nova. O que parece resistir é o pensamento de que apenas as mulheres conseguem tratar do bebê.

Fora a gestação e a amamentação ao seio, não existe outra rotina que impeça a realização por outra pessoa que ajuda a lidar com o bebê.

Esse ponto é uma das discordâncias dos pais. Eles reclamam que tentam desempenhar seu papel, fazer o que precisam pela criança, mas são alvo de críticas e isto seria desestimulante.

cuidar de um filho não é uma questão de estímulo, mas necessidade. Ninguém precisa ser encorajado a fazê-lo porque isto é simplesmente necessário

Esse é um fato que precisa ser compreendido pelos homens, mas também pelas mulheres.

Elas não devem achar que o cuidado do pai com o bebê é um complemento à sua árdua tarefa.

E eles, por sua vez, não podem acreditar que o que fazem é uma forma de “ajudar”, porque o bebê é dele também.

Uma das formas de evitar o confronto é falar, desde a gestação, de todos os pontos. Os pais devem acompanhar consultas e tirar todas as dúvidas sobre a saúde e cuidados com a gravidez.

Além de estar nas consultas, devem ler tanto quanto as mães e saber tanto quanto elas.

É importante tentar driblar os famosos ciúmes que as mulheres têm dos bebês quando eles nascem.

Esse comportamento é uma resposta instintiva de proteção, mas o casal precisa falar dele e ter em mente que os cuidados são para ambos.

E como agir no dia a dia?

O pai precisa estar a postos, especialmente no momento da amamentação, para assumir grande parte dos cuidados extras, como a troca de fraldas e banho.

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Quando o companheiro se ausenta para trabalho, uma boa forma de manter o vínculo com o bebê é cuidar de tudo assim que chegar e assumir a situação.

Fins de semana são ótimas oportunidades de estar com os bebês e aumentar a disponibilidade que é limitada pela rotina de trabalho.

Isso, além de contribuir para a recuperação da mãe, é uma forma de estabelecer o vínculo com o bebê.

As mães são estimuladas a ignorar palpites, especialmente quando são invasivos, o mesmo é recomendado aos pais.

Eles, como elas, serão observados por pessoas que não integram suas rotinas e isso pode ser irritante, mas é normal e o que vale é o dia a dia.

Com as mães, o mais importante é o diálogo. Elas também têm dúvidas e se sentem inseguras, mas conseguem.

Isso quer dizer que os companheiros podem chegar ao mesmo e não adianta somente querer, é mesmo preciso, a criança está ali, à sua frente, basta agir.