Mulher estadunidense “prolonga” gravidez por mais de 5 anos

Já imaginou se a gravidez pudesse ser prolongada por 5 anos para garantir as melhores condições na hora do parto? Não? Mas uma equipe de publicitários já!

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Já conhece a história de Lauren? Lauren é uma estadunidense com pouco mais de 30 anos. Trabalha em uma firma de advogados como técnica jurídica. Lauren e o marido estão esperando o seu primeiro filho. Sabe faz quanto tempo? Mais de 5 anos, veja só! O objetivo desse casal é aguentar a criança pelo menos mais um aninho dentro do ventre materno. Desse jeito, vão conseguir amealhar dinheiro e dias de folga suficientes para viverem o nascimento de seu filho em paz.

Grávida durante mais de 5 anos para juntar dinheiro e dias de férias

Essa história, naturalmente, é mentira! Não é possível que uma mulher possa prolongar uma gestação durante 260 semanas, quatro dias e nove horas, certo? Não é possível que Lauren se tenha de deslocar todo o santo dia para o trabalho, carregando o seu barrigão de 5 anos, para que o bebê possa ter um nascimento um pouco mais digno e possa beneficiar da companhia de seus progenitores, em seus primeiros meses de vida? Não, não é possível! Mas o que é impensável é que nem Lauren nem o seu marido, que vivem num dos supostos países mais evoluídos do planeta, tenham direito a licença de maternidade paga!

Lauren e o marido são, evidentemente, um casal de ficção. Um enredo criado para alertar para um problema que atinge muitas famílias reais. Esse é o conceito base de uma campanha criada por uma associação de apoio a mulheres e suas famílias. Uma chamada de atenção para os imensos desafios impostos na mulher contemporânea. Essa campanha, chamada de “5 Longos Anos”, é uma crítica em forma de sátira a uma lei que vem prejudicar 86% da população dos Estados Unidos.

Uma decisão que poderá ter repercussões severas nos níveis de natalidade do país: a falta de uma licença de maternidade paga.

Nova lei prejudica futuras mães

De acordo com essa nova lei as mães que trabalham podem ficar 12 semanas em casa, por altura do nascimento. Até aqui, tudo bem! Qual é, então, o problema? É que esse período não é remunerado. Como muitas famílias não têm como suportar essa exigência, acabam gastando os seus dias de férias para poderem recuperar em casa, nesse momento. E é por isso que uma em cada quatro mulheres volta ao trabalho passadas apenas duas semanas após ter dado à luz. Esse regresso é, naturalmente, muito agressivo quer para a saúde física quer para a saúde psicológica da mulher. Essas mulheres estão à mercê da generosidade de seus empregadores, que têm a faca e o queijo na mão. É a eles que cabe a escolha em dar ou não a licença de maternidade aos seus colaboradores.

É por isso que, passados 5 anos, Lauren continua grávida. E até que estejam reunidas condições para que o seu filho possa vir ao mundo, assim continuará! Se esse cenário fosse, efetivamente, possível, quantos pais não seriam obrigados a fazer o mesmo?

Quer assistir a essa campanha? Veja esse vídeo!

Essa ideia brilhante merece ser compartilhada!

A licença maternidade remunerada é um direito básico, que deve ser dado para todas as mães!

Compartilhe essa dica, para dar mais força para essa campanha!