Nódulos, pólipos e cistos: saiba a diferença, conheça os tratamentos e como interferem na gravidez

A identificação correta é fundamental para garantir a saúde

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Quase toda mulher já ouviu esses nomes: nódulos, pólipos e cistos. Esses três problemas têm interferência diferente no organismo feminino e na gravidez.

O que são nódulos?

São encontrados nas mamas e considerados benignos. Conhecidos como fibroadenomas, esses nódulos podem atingir algumas mulheres mais que outras. Isso depende de pré-disposição do organismo em desenvolver o problema.

Como é o tratamento dos nódulos?

O tratamento depende da avaliação do médico. Todo nódulo maligno é retirado, bem como a porção de tecido que o circunda para evitar que retorne.

O que são pólipos?

Ao menos 20% das mulheres têm pólipos que crescem dentro do útero. Entre os sintomas mais registrados nesse problema estão cólicas, escapes de sangue no intervalo do período menstrual e aumento do fluxo.

Como é o tratamento dos pólipos?

O tratamento é sempre cirúrgico e depende da avaliação do médico conforme os sintomas que a paciente apresenta.

Quando há sangramento intenso, alteração menstrual e cólicas, a recomendação é a cirurgia. Isso acontece porque não há medicamentos disponíveis para o tratamento dos pólipos.

A cirurgia também é a alternativa para garantir o sucesso da concepção em mulheres que desejam engravidar.

O procedimento garante o funcionamento do endométrio porque os pólipos evitam que o embrião se fixe.

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O que são cistos?

Em geral são estruturas benignas. Os cistos podem aparecer no ovário e na mama e são divididos.

Entre os cistos mais conhecidos estão o folículo e o endometrioma. O folículo resulta da menstruação e pode desaparecer de maneira natural.

Já o endometrioma é mais complicado. Ele é formado por cistos de sangue como resultado da endometriose.

Causam dor e, conforme as dimensões, devem ser retirados porque reduzem a qualidade de vida das pacientes, mesmo que benignos.

Os cistos malignos são sempre retirados

Como identificar os cistos?

Os exames para identificar os cistos são o ultrassom transvaginal e o toque.

Síndrome dos ovários policísticos

Toda mulher pode ter a formação de cistos nos ovários durante o período menstrual. Esses cistos desaparecem normalmente, mas isso não acontece com as portadoras de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A causa da síndrome é o aumento da insulina e a ocorrência de desequilíbrio hormonal.

Quando isso acontece, o organismo da paciente secreta maior quantidade de hormônios masculinos e tem ciclos menstruais irregulares.

Além disso, o ovário pode ficar até três vezes maior porque a estrutura é alterada.

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Como é o tratamento da síndrome dos ovários policísticos?

A terapia consiste no uso de anticoncepcionais que liberam hormônios, como implante, anéis vaginais e as pílulas.

Os medicamentos reduzem a quantidade de insulina e de hormônios masculinos no organismo da paciente.

Quando a paciente deseja engravidar, o tratamento é focado em regularizar o ciclo menstrual e usar indutores de ovulação.

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