“Não”: a palavrinha mágica do limite

Ele é necessário mas não deve ser em excesso

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A compreensão do entorno para um ser humano começa a acontecer logo após o nascimento. Nesse começo, o choro é a linguagem para demonstrar tudo: fome, dor, desconforto, insegurança, frio e calor.

Aos poucos, a linguagem passa a ser compreendida, mas ainda não há a distinção sobre perigos e noções de comportamento. É aí que entra o “não”, a palavrinha mágica que muitos temem dizer aos filhos e outros, infelizmente, exageram.

A negativa a ações é uma forma de garantir a segurança da criança, seu relacionamento com o mundo e apontar as regras e acordos sociais.

A vida em sociedade é baseada em limites que são ensinados gradativamente e permitem a coexistência

Aquele chocolate negado porque há uma diarreia ou aquela roupa cara que vão pesar no orçamento estão cheios de não.

Há fases em que longas explanações tornam-se inválidas. Para uma criança cujo limite de doces passou ou que já mordeu o amigo ou irmãozinho, o que vale é o não.

Ao adolescente que perde horas preciosas de sono nas redes sociais, o não será acompanhado dos porquês.

É essa regulação que vai permitir futuras negociações na vida de alguém que será adulto. Não trata-se somente de um elemento de decepção. Esse sentimento é baseado em algo que alguém espera e não tem.

Contrariar um desejo não deve, mesmo para os menores, encerrar-se no “não”. É preciso explicar de alguma forma o porquê da negativa.

Um exemplo prático está na segurança. Abusar de doces pode representar dor. Abusar do celular, pode significar cansaço e notas baixas.

Quando a compreensão é assimilada, deve, com certeza, ser elogiada. E assim as conquistas chegam e o reconhecimento também passa a significar algo importante na vida do pequeno.

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