Parto induzido: sim ou não?

Saiba em que circunstâncias a administração de substâncias para induzir o trabalho de parto é indicada.

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O nascimento do seu filho tem data marcada e isso gera muita ansiedade para quem está esperando já há 9 meses que ele chegue ao mundo. Por esse motivo, os pais tentam encontrar formas de reduzir o tempo da espera.

Os prós e os contras do parto induzido

Ter o bebê antes do tempo pode ter consequências graves no desenvolvimento natural dele, porém, esperar muito pelo parto espontâneo também pode ter consequências negativas.

Está provado cientificamente que os partos realizados após 42 semanas de gestação dão origem a mais infecções e distúrbios respiratórios do que os partos ocorridos antes das 41 semanas, fundamenta um estudo da Universidade de Tel Aviv (Israel). Um dos grandes motivos para tais consequências é a existência de mecônio (fezes do bebê) espesso, que mesmo podendo ser aspirado pode conduzir o bebê à morte.

A questão aqui é então: não será melhor induzir o parto antes das 42 semanas e minimizar todos os riscos associados?

Cada caso é um caso e deve ser estudado pessoalmente, tendo em conta o estado de saúde do bebê e da mãe.

O parto induzido acontece com a administração de substâncias que estimulam as contrações como as prostaglandinas e a ocitocina.

Consequências do parto induzido

Por outro lado, de acordo com a OMS, este procedimento eleva a probabilidade de recurso a epidural, internação em UTI, remoção do útero, cesárea e, consequentemente, um período maior de recuperação. Ainda, existem contra-indicações próprias que impossibilitam a indução do parto como: a existência de problemas obstrutivos do parto (má posição do feto), risco materno elevado ou a morte do bebê.

As precauções do médico nesse momento devem ser: ter em conta a frequência cardíaca do bebê, se está acelerada ou não, se a gestação é gemelar, se existe excesso de líquido amniótico ou se a mulher teve já uma cesárea previamente. As consequências mais graves da indução do parto são: a ruptura intrauterina, infecções, prolapso do cordão umbilical, prematuridade, sofrimento, morte fetal e falha da indução.

Procure diferentes opiniões médicas

Existem alguns relatos de mães que receberam diferentes opiniões médicas. O médico de Natalia da Silva Mello, nem colocou a hipótese de esperar pelo parto espontâneo. Ele lhe sugeriu não alargar o prazo das 39 semanas para não prejudicar o bebê. Apesar disso, Natalia consultou outros médicos que lhe recomendaram esperar – sem nunca ultrapassar as 42 semanas, e, com supervisão médica frequente, a sua filha Catarina nasceu em uma casa de parto sem nenhum problema.

Em suma, o melhor a fazer é aguardar até ao momento certo, em que o bebê se encontra saudável e a gravidez ainda está dentro dos limites. A indução é altamente indicada em casos de diabetes ou hipertensão alta da mãe.

Assim, concluímos que o melhor parto é aquele que garante o bem-estar e a saúde da mãe e da sua criança!

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Quer saber mais sobre o parto induzido? Ouça esse relato daqui:

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