Por que os pais não devem interferir nas brincadeiras das crianças?

A interferência pode quebrar uma linha de raciocínio que a criança estava criando.

Imagem: Freepik

É muito comum que os pais, avós ou outros adultos responsáveis queiram interferir nas brincadeiras das crianças, e fazem isso na melhor das intenções.

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Os adultos veem os pequenos fazendo algo “errado” na brincadeira e querem ajudá-los a fazer do “jeito certo”, mas, quem disse que o mais óbvio é o correto?

Aqui estamos falando de exemplos como quando uma criança está tentando encaixar uma peça quadrada em um orifício redondo, ou quando está tentando montar uma torre de blocos colocando os menores na base.

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Quando um adulto vê uma situação dessas, em que a criança parece estar com dificuldade, vem o impulso de dar a resposta certa e facilitar as coisas. Mas, será que estão mesmo ajudando?

Devemos refletir que as crianças precisam de espaço para usarem a criatividade, superarem desafios e praticarem o raciocínio lógico por conta própria.

Muitas vezes, elas conseguem isso quando são deixadas brincando do jeito delas, que pode ser o jeito mais difícil ou “errado” na visão dos adultos, mas é o melhor na visão das crianças. Já parou para pensar nisso?

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De acordo com Junior Cadima, psicopedagogo especialista em Desenvolvimento Infantil aplicado à Educação e Psicomotricidade, em entrevista para a revista Bebê, “ao brincar sem interferências, as crianças têm a oportunidade de explorar, experimentar, solucionar problemas e desenvolver habilidades importantes para seu crescimento”.

Claro, existem os momentos em que a criança precisa fazer determinadas atividades, como quando está na escolinha. Mas, quando é o momento do “livre brincar”, não há regras a seguir. A criança deve ser livre mesmo, para experimentar as próprias formas de fazer as coisas e criar.

Se você acostumar a criança a receber orientações específicas sobre como ela deve brincar com as coisas, como é que ela vai desenvolver a criatividade e a capacidade de resolver problemas? Não vai!

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Isso não significa que os adultos devam deixar as crianças brincarem sozinhas. Participar da brincadeira é fundamental, mas, como coadjuvante, deixando que a criança faça do jeito dela, enquanto não precisar pedir ajuda.

“É por meio das brincadeiras que as crianças exploram o mundo ao seu redor, experimentam diferentes papéis e potencializam sua criatividade e sua imaginação”, reforça o psicopedagogo.

Outro ponto importante é não ter medo que a criança fique com tédio, sem nada para fazer. Hoje em dia, muitos pais colocam seus filhos em diversas atividades no tempo livre para ocupá-las, sem perceberem que o “fazer nada” é importante para aflorar a imaginação e a autonomia.

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Muitas vezes, é nesses momentos de ócio que a criança descobre brincadeiras, explora o mundo em sua volta e desenvolve a criatividade, aprendendo coisas novas de forma natural. Então, não interfira nas brincadeiras das crianças sem necessidade. Veja isso como uma oportunidade de elas evoluírem de forma saudável.

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