Pré-eclâmpsia: saiba o que é e como tratar

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A gravidez é um período incrível e muito importante para a mulher, pois ela pode dar a vida a um novo ser humano a partir de seu ventre.

Porém a gravidez é rodeada de muita responsabilidade e dúvidas, pois ao mesmo tempo em que é uma dádiva, qualquer passo em falso da mulher e de quem a rodeia pode causar riscos para ao menos duas vidas, a da mãe e a da criança.

A pré-eclâmpsia é de forma indubitável, um desses riscos para a saúde da mãe e da criança e que causa pavor entre as gestantes.

Nesse artigo buscamos informar as mães ou futuras mães em relação a todos os mais importantes detalhes relativos a pré-eclâmpsia para que esse problema não as surpreenda e não cause a morte do bebê nem complicações para a saúde da mãe .

O que é pré-eclâmpsia ?

Pré-eclâmpsia é uma disfunção convulsiva sem causas exatas conhecidas e que afeta uma em cada duas mil gestações no mundo, sendo uma condição rara, aumentando sobremaneira a pressão arterial da mãe.

Apesar disso a pré-eclâmpsia causa 15% de todos os partos prematuros no mundo. A pré-eclâmpsia causa convulsões fortes na mãe o que é um grande risco a gravidez.

Causas para a pré-eclâmpsia

Existem situações que aumentam a propensão da mãe de apresentar a pré-eclâmpsia. As mães mais suscetíveis a pré-eclâmpsia são as que:

  • Apresentam sobrepeso ou são obesas;
  • Tiveram pré-eclâmpsia em gestações anteriores;
  • Esperam bebês muito grandes;
  • Têm histórico da doença na família;
  • Já passaram dos 35 anos;
  • São diabéticas;
  • Apresentam doença renal;
  • São portadoras de doenças autoimunes;
  • Esperam mais de um bebê – gravidez gemelar;
  • Têm hipertensão crônica.

Sintomas da pré-eclâmpsia

Uma vez comprovados os fatores de risco o médico vai procurar por sintomas da pré-eclâmpsia, acompanhando a gestante em relação a esses sintomas. Os sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Hipertensão;
  • Dores de cabeça;
  • Visão turva;
  • Nível baixo de plaquetas no sangue;
  • Ganho de peso;
  • Trombofilia;
  • Pés, mãos e rosto inchados;
  • Dores abdominais.

Consequências da pré-eclâmpsia

Se os sintomas da pré-eclâmpsia não forem prontamente controlados tanto mãe como bebê correm grave risco.

A mãe pode apresentar um colapso por edema no cérebro e a pressão alta pode impedir a chegada de sangue para o feto.

Outra consequência possível da pré-eclâmpsia pode ser o descolamento da placenta, acarretando o perigoso parto prematuro.

Como evitar a pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia pode ser evitada caso os fatores de risco sejam bem controlados. Existe ainda uma grande novidade nessa área, que é um exame inovador já encontrado no Brasil.

O exame avalia os chamados PIGF (Fator de Crescimento Placentário) e o sFlt-1 (Solubre FMS like tirosina quinase-1).

O objetivo do exame é analisar o teor proteico da urina da gestante, constatando assim a doença.