Prematuridade: tudo o que você precisa saber para não se preocupar

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Crédito: Freepik

Hoje em dia, diversas complicações e doenças podem ser detectadas logo no início ou durante a gestação, permitindo que os tratamentos sejam feitos em tempo de trazer de volta a saúde da mãe e do bebê, e evitando problemas que antigamente eram mais comuns (e difíceis de lidar), como a prematuridade.

Afinal, quanto mais os anos passam, mais a medicina avança no que toca às soluções importantes para os cuidados com as gestantes e os seus bebês.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 10% dos bebês nascem prematuros. Existem muitos motivos para um bebê nascer antes de estar totalmente pronto, e você vai conhecer esses motivos agora, bem como outros aspectos muito importantes que envolvem a prematuridade.

O que é a prematuridade?

A duração de uma gestação completa é de 40 semanas, o que equivale a 280 dias, contados a partir da data da última menstruação. Esse é o ciclo de 9 meses que o bebê leva para se desenvolver por completo.

Os bebês prematuros são aqueles que nascem antes das 37 semanas de gravidez. É através do desenvolvimento do bebê dentro do útero e do tempo total da gestação que os médicos vão determinar o grau de prematuridade, seus riscos e tratamentos necessários.

O que causa a prematuridade?

o que causa a prematuridade
Crédito: Freepik

Entre as diferentes causas da prematuridade, 4 se destacam por serem as mais comuns:

Malformação fetal

Nem sempre o bebê vai ter malformação porque nasceu prematuro. Pode acontecer o contrário: ele já tem algum problema de formação que o faz nascer antes da hora. Esse problema pode ser genético ou mesmo durante a sua formação no útero.

Doenças da mãe

Algumas doenças que afetam a gestante podem também afetar o bebê, fazendo-o ter a necessidade de nascer antes do tempo. Essas doenças são bem variadas, como hipertensão não controlada, diabetes gestacional, mioma uterino, câncer de colo de útero, colo curto e infecção urinária não tratada.

Idade da mãe

Tanto as mulheres que engravidam ainda na adolescência quanto as que engravidam após os 35 anos, têm um risco maior de acelerarem o trabalho de parto. Mas esse não está entre os principais fatores que causam a prematuridade, apenas é interessante saber para ficar por dentro das estatísticas.

Gestação múltipla

Atualmente, o número de reproduções assistidas têm aumentado consideravelmente. Nesse tipo de reprodução é bem comum que mais de um embrião seja formado, dando origem a uma gravidez de gêmeos, trigêmeos ou mais bebês.

O histórico da medicina neonatal é claro quando informa que, quanto mais bebês no útero, maior o risco de nascerem antes do tempo.

Quais os riscos de o bebê nascer prematuro?

Como antes mencionado, o bebê prematuro é aquele que nasce antes das 37 semanas de gestação.

Mas é justamente até essa fase, já no terceiro trimestre de gravidez, que ocorre com mais intensidade o desenvolvimento neurológico e o crescimento do bebê.

Após as 37 semanas os exames mostram uma estabilidade do feto, que reduz o ritmo das suas modificações neurológicas e físicas, já se preparando para o nascimento.

Então, se o bebê nasce antes das 37 semanas, há um maior risco de ele ter malformações e, com isso, doenças congênitas (que ocorrem durante a gestação).

Quanto mais cedo o bebê nascer, menos formado ele estará, necessitando de um tratamento intensivo, sem sair da maternidade, até estar seguro para conhecer sua vida fora do útero, em casa, com os pais.

Para se ter uma ideia, mais ou menos na 17ª semana de gestação, todos os órgãos do bebê já estão formados, porém, não estão totalmente desenvolvidos.

As semanas seguintes, até completar a de número 40, são importantes para que todo o organismo do bebê se desenvolva por completo e esteja bem resistente para o nascimento.

Só nos últimos meses de gravidez é que a pele do bebê se torna mais resistente, acumulando uma camada de gordura necessária para a regulação da temperatura corporal do bebê fora do útero.

Nessa última fase é que também ocorre a finalização da formação do sistema nervoso central do bebê, do seu sistema respiratório e gastrointestinal.

Quando o bebê nasce antes do tempo, sem receber os cuidados necessários no hospital, existe o risco de ele ficar com sequelas como problemas respiratórios, na visão, no cérebro e no sistema imunológico.

Porém, embora a prematuridade exija total atenção da equipe médica, não é preciso se assustar. Mesmo os bebês que nascem muito prematuros podem se desenvolver adequadamente, sem ter qualquer sequela, se receberem o devido tratamento na unidade neonatal, com controle respiratório, de nutrição e cuidados para evitar infecções.

Como prevenir o parto prematuro?

Os pediatras neonatologistas explicam que são diversas as causas que levam ao nascimento prematuro, como você viu em um tópico anterior.

Por isso, a forma mais segura recomendada para evitar o nascimento prematuro do bebê é fazer um bom acompanhamento pré-natal, com pelo menos uma consulta por mês.

Quanto mais o bebê for observado pelo médico enquanto está se desenvolvendo, e quanto mais a mãe receber orientações de como levar sua gestação adiante em segurança, menor é o risco do parto prematuro.

O que fazer quando o bebê nasce prematuro?

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Hoje em dia é bem grande a possibilidade de tratar um bebê prematuro, de modo que ele não fique com sequelas do nascimento antes do tempo adequado.

Para as famílias que dependem do SUS, por exemplo, existe a disponibilidade de receber uma atenção humanizada para o bebê e também para os pais, permitindo que eles participem dos cuidados com o recém-nascido que vai precisar ficar internado na maternidade.

Um dos métodos eficazes oferecidos pelo SUS é o Método Canguru, que consiste em permitir que, durante alguns momentos do dia, o bebê tenha contato pele a pele com a mãe e o pai, de forma gradual e progressiva, aumentando o vínculo afetivo, a estabilidade térmica do bebê, o estímulo à amamentação e o desenvolvimento geral do recém-nascido.

Também pelo SUS, quando existe a necessidade de internação do bebê prematuro para cuidar de forma segura do seu desenvolvimento, os pais têm livre acesso para ver o filho, 24 horas por dia, mesmo que ele esteja na UTI neonatal.

Essa proximidade entre o bebê e os pais é tão importante para o desenvolvimento do prematuro e a tranquilidade do pai e da mãe, que é um direito previsto no Artigo 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os cuidados que os pais devem ter após o período de internação do bebê prematuro, quando ele já puder ir para a casa, vão depender do grau de prematuridade e do quanto o bebê se desenvolveu durante a internação.

Todas as orientações serão passadas pelo médico responsável, e os pais sempre poderão pedir auxílio para tirar dúvidas quando necessitarem.

Novembro Roxo e o Dia Mundial da Prematuridade

Assim como existe o Setembro Amarelo para prevenção ao suicídio, o Outubro Rosa pelo câncer de mama e o Novembro Azul pelo câncer de próstata, também foi definido o Novembro Roxo como o mês de conscientização sobre a prematuridade.

O dia 17 de novembro é a data especial em que pessoas de todo o mundo realizam e participam de eventos relacionados a assuntos sobre os cuidados com os bebês prematuros, como prevenir a prematuridade e como auxiliar os familiares dos pequenos anjinhos que resolveram vir ao mundo mais cedo do que o esperado.

Quem desejar participar de alguma forma, pode obter mais informações no site da ONG prematuridade.com que orienta sobre as ações e eventos que estão sendo organizados.