Pressão vaginal na gravidez: causas e o que fazer

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A pressão vaginal na gravidez pode ocorrer em todas as fases da gestação, sendo caracterizada desde um incômodo, um peso no local bem como muita dor, de forma que atrapalha o andar, sentar e as vezes, até deitar.

Ela é percebida desde a base do útero, passando pela vagina e indo até o anus, descrita como dor, pressão ou peso. Normalmente não oferece risco, sendo bastante comum em algum estágio da gravidez, mas é sempre bom comunicar ao obstetra durante o pré-natal.

Pressão vaginal na gravidez é normal?

Sentir a pressão na região da vagina é absolutamente normal, em todas as fases da gravidez, então pode ficar tranquila. Essa dor só apresenta algum problema quando relacionada a outros sintomas, como cólicas fortes e sangramentos.

Em geral, muitas mulheres sentem e não deve ser motivo de preocupação, devendo apenas ser conversado com seu médico e doula. Juntos, vocês poderão encontrar formas de aliviar a dor, encontrando posições e estratégias que melhorem a qualidade de vida.

Causas

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Crédito: Freepik

A pressão vaginal na gravidez pode ter diversas causas, durante a gravidez, como a hormonal, enfraquecimento do assoalho pélvico, o peso do bebê no músculo, a etapa final da gestação e até o trabalho de parto.

1. Hormonal

Nos três primeiros meses de gestação, o corpo passa a produzir uma maior quantidade de um hormônio chamado relaxina, que é responsável, entre outras coisas, por ajudar na fixação do embrião na parede do útero.

Além disso, ele relaxa as articulações da pelve, dando a flexibilidade que o corpo vai precisar durante o trabalho de parto, alargando e relaxando o canal vaginal. Isso ajuda também a distender o útero e toda a musculatura local, o que pode gerar a pressão, não tendo nenhum risco para a mãe ou o bebê.

2. Assoalho pélvico enfraquecido

O assoalho pélvico é um músculo que vai desde a vagina até o anus, sustentando diversos órgãos, como o útero e a bexiga. Como qualquer outro músculo, ele pode ficar mais fraco com o tempo, se não for exercitado.

Quando ele não é trabalhado, tende a suportar menos peso, o que leva a uma maior pressão sob o que está abaixo dele, a vagina. Dessa forma, um simples trabalho de fortalecimento da região, antes, durante e depois do parto, pode ser a solução para o problema.

3. Peso do bebê

Mesmo que o músculo não esteja fraco, pode ser que o peso do bebê, somado ao líquido amniótico, estejam realmente superiores à sua capacidade de carga. Isso causa a pressão vaginal, que pode incomodar bastante, e é mais comum em gravidez múltipla.

A razão é a mesma da musculatura fraca, mas por causa do peso não esperado, pressionando, assim, a vagina, levando à dor e ao desconforto ao sentar, andar e até deitar.

4. Barriga “descendo”

É normal, durante o último mês da gravidez, a gestante sentir que a barriga está ficando mais baixa, fazendo uma maior pressão sobre a vagina. Além dessa pressão, a vontade de ir ao banheiro o tempo todo também aumenta bastante.

São as etapas finais e duram pouco tempo. Pode ser um tanto incômodo, mas é sinal de que seu bebê está para chegar, então aguente firme. Converse sempre com seu obstetra para acompanhar a evolução desse processo.

5. Trabalho de parto

Sim, o trabalho de parto também pode causar pressão vaginal na gravidez, mas nada de pânico, ok? Além desse sinal, tão comum em tantas fases da gravidez, muitos outros devem surgir, para ser considerado o momento certo.

Fora a pressão vaginal, a gestante deve sentir as contrações, rompimento da bolsa, sangramento e os outros sinais que certamente já conhece de cor. Então, se sentir a pressão, junto com esses, pode entrar em contato com o obstetra.

O que fazer?

Agora que você já sabe o que é e o que pode causar a pressão na vagina na gravidez, veja como tornar seu dia a dia mais tranquilo, com algumas soluções simples e fáceis de colocar em prática.

1. Cintos de apoio

Existem no mercado diversos modelos de cintos de apoio, para aliviar a pressão sofrida durante a gestação. Eles funcionam distribuindo parte do peso da barriga para as costas e quadris.

Isso ajuda a aliviar a pressão sofrida pelo assoalho pélvico, reduzindo ou até eliminando a pressão, facilitando a gestante a andar e sentar, sem sentir tanto incômodo. Pode ser encontrado em lojas de enxovais e de roupas para gestantes.

2. Bermuda de gestante

Funciona mais ou menos como o cinto, porém seu uso é mais confortável, não precisando de tantos ajustes. Por outro lado, o seu suporte é menor. Ele pressiona levemente o conjunto, tendo áreas reforçadas para sustentar o barrigão.

Se a pressão vaginal na gravidez for leve, é mais recomendada por ser mais fácil de usar e discreta, se adequando a qualquer tipo de roupa e ficando bem ajustada ao corpo.

3. Exercícios para o assoalho pélvico

Esse é, sem dúvidas, o mais importante: fortalecer o assoalho pélvico. Se esse músculo estiver forte o suficientes, não irá ceder com o peso do útero, deixando de pressionar a vagina.

Entre os mais recomendados estão os exercícios de Kegel, que consiste em contrair e soltar o músculo, repetidas vezes. O pompoarismo também pode ser útil. Veja um vídeo mostrando como fazer ambos:

4. Atividades físicas

Além de fortalecer a região pélvica, as atividades físicas te deixam mais disposta e pronta para o trabalho de parto. A gravidez é uma fase delicada, mas seu corpo é forte e atividade física só vai te fazer bem.

Escolha atividades adequadas ao seu porte físico e estado de saúde, bem como uma que esteja adequada à intensidade que você costuma praticar. Isso deve ser visto com seu obstetra, não devendo nunca fazer esforços sem autorização médica.

5. Almofadas auxiliares

Para aliviar as dores na hora de sentar e deitar, você pode recorrer a almofadas especiais, como aquela rosquinha, também utilizada para quem sofre com hemorroidas, ou as mais compridas, em formato de minhoca.

Essa almofada comprida deve ser modelada de forma que ajude a gestante, ergonomicamente, na hora de deitar e sentar, deixando a postura adequada à condição pela qual ela está passando.

É fundamental entender que cada corpo é único e toda e qualquer dor deve ser comunicada ao seu obstetra, pois somente ele irá saber qual é a melhor solução para você.