Problemas na gravidez até podem causar a morte do feto: conheça-os!

Eclâmpsia, pré-eclâmpsia e aborto espontâneo são apenas algumas das disfunções

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Conforme o organismo se vai ajustando às alterações hormonais provocadas pela gestação, nos primeiros três meses, é frequente a mulher sentir alguns sintomas incômodos. Os inchaços, a azia e os enjoos e vômitos são os sinais mais comuns.

No entanto, o organismo da gestante pode ser atingido por outras situações mais graves no decorrer da gravidez: desde eclâmpsia à placenta descolada, passando pelo falecimento do feto.

Quais são as causas e sintomas de um descolamento na placenta?

A placenta descolada é mesmo um problema sério. Podendo acontecer desde a 20ª semana de gravidez, o deslocamento de placenta exige uma intervenção rápida para proteger a vida do feto. Esse problema conta com motivos traumáticos (é o caso dos acidentes) e motivos não traumáticos (como a subida anormal da pressão arterial da mãe). Felizmente, é raro: apenas atinge 1% das mulheres grávidas.

o organismo da gestante pode ser atingido por disfunções graves no decorrer da gravidez

Existem duas formas de descolamento de placenta:

  • Com sangramento visível – nesses casos, a vagina expulsa sangue. Essa hemorragia é acompanhada por uma dor intensa ou por uma contração do útero. É o principal tipo de descolamento, acontecendo em 80% das situações.
  • Sem sangramento visível – a mulher apenas sente a dor intensa e a contração do útero. Não existe um quadro de hemorragia. Nesses casos, é recomendável uma cesárea urgente. A mãe tem de ser acompanhada pelos cuidados intensivos ao longo do parto e nos momentos posteriores: afinal, existe o perigo de sangramento grave.

Quais são as diferenças entre a placenta prévia parcial e a placenta prévia total?

Outro problema que pode afetar as gestantes é a placenta baixa (ou placenta prévia parcial), quando esta fica próxima do colo do útero. Geralmente, basta o útero crescer para que haja um afastamento da placenta, voltando tudo ao normal. Diante de uma hemorragia, a gestante tem de repousar totalmente. Caso a placenta não regresse para a sua posição normal, é provável que a mulher seja submetida a uma cesárea.

Por vezes, a placenta pode cobrir completamente o colo do útero – estamos diante de um quadro de placenta prévia total. Nesses casos, é raro a placenta regressar para a sua posição normal, daí ser necessária o parto via cesárea. Este quadro é mais grave: por exemplo, a mulher pode sofrer um sério sangramento. O descanso total também é essencial.

Além do deslocamento da placenta, a hipertensão maternal também pode estar na origem da pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Mas existem outros fatores associados, como a subida de peso superior a 500g por semana. Ambos os quadros trazem sérios problemas tanto para a gestante, como para o feto.

Sem dúvida que o problema mais grave é o aborto espontâneo, ou seja, a morte do bebê. Os motivos são diversos, com destaque para infecções e mudanças nos cromossomas.

Notando qualquer alteração, procure sempre o seu médico!

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Assista a esse vídeo para saber mais sobre aborto espontâneo:


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