Quando se Preocupar com a Coceira na Gravidez

0
2221

A coceira na gravidez é um sintoma bastante comum, mas em alguns casos é o sinal que deve ir imediatamente para a maternidade ou hospital.

Apesar de poucas gravidas falarem sobre estes sintomas, a verdade é que a maioria sente coceira, especialmente na zona da barriga e dos seios. Esta ocorre quando a pele está muito seca e está presta a abrir numa estria. Nestes casos deve aplicar sobre estas zonas um bom hidratante.

Mas existe uma doença que provoca uma intensa coceira na gravidez, a colestase.

Qual o Perigo da Colestase na Gravidez

Também conhecida como colestase obstétrica, colestase gravídica, colestase benigna da gravidez, ou colestase intra-hepática da gravidez é uma condição específica que ocorre durante a da gravidez.

O fluxo da bile é reduzido e ela acumula-se no sangue, provocando a doença.

A colestase obstétrica aparece, sobretudo, no 3º trimestre da gravidez. É um problema que deve ser tratado de imediato, pode causar a morte fetal.

A colestase aumenta em muito o risco parto prematuro, muitas grávidas com este problema de saúde acabam por ter partos antes das 37 semanas.

Existe ainda um risco de mortalidade do feto.

Principais sintomas da colestase.

O primeiro e principal sintoma da colestase é a comichão. Esta costuma se agravar à noite.

Icterícia (pele amarelada)

Coceira nas palmas das mãos e na sola dos pés.

Urina escura

Fezes claras

O diagnóstico da colestase na gravidez é feito através de exames de sangue. Estes vão confirmar o diagnóstico.

Tratamento da Coceira na Gravidez- Colestase

O tratamento deve ser sempre feito com o acompanhamento médico. É uma situação grave e em caso de suspeita deve ir diretamente para o hospital ou maternidade para receber o diagnóstico e tratamentos adequados.

O tratamento inclui medicamentos para amenizar o desconforto da coceira na gravidez. A gravida também toma suplementos de vitamina K para diminuir o risco de hemorragia após o parto.

Depois do parto a mulher deve ter acompanhamento para garantir que o problema não causou danos a nível hepáticos. Existe o risco de colestase numa gravidez posterior.