Raio X na gravidez: é preciso compreender as consequências

Exame é necessário, mas há cuidados que não podem ser desprezados

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O exame de Raio X é uma necessidade para embasar muitos diagnóstico e não seria diferente com as mulheres grávidas.

Para que seja aplicado, contudo, é preciso atender a uma gama de cuidados para que o feto não sofra com a exposição à radiação ionizante. A radiação ionizante são ondas eletromagnéticas de alta energia, conhecidas como raios gama ou os populares raios X.

Quando os raios estão em ação, transferem energia aos átomos e moléculas e, em consequência, ocorrem alterações físico-químicas dentro das células.

Entre os diagnósticos que necessitam de raio x estão os de problemas dentais, leucemia, danos nos órgãos e ossos.

Estou grávida e tenho que fazer um raio x, posso?

Sim. Para isso existem cuidados que proporcionam o cuidado ao feto.

quando você faz um exame de raio x grávida, usa um avental revestido em chumbo que é a proteção para o bebê

Quais os efeitos da radiação na gestação?

  • Malformações fetais;
  • Inibição do desenvolvimento fetal;
  • Indução à formação de tumores no feto;
  • Inibição do crescimento fetal;
  • Aborto.

Posso me submeter a um raio X em qualquer fase da gestação?

Depende. Os problemas para o feto vão acontecer se existir elevada exposição. Por isso há o protocolo de cuidados que é seguido pelas clínicas onde o exame é oferecido.

Caso não sejam obedecidos os cuidados, os riscos variam conforme a evolução da gestação.

Caso o exame ocorra sem qualquer proteção entre a terceira e a décima quinta semana, o risco é de malformação de órgãos e anomalias no sistema nervoso central.

Há risco de microcefalia e retardo mental para o feto, caso a mãe realize o exame sem proteção entre a décima sexta e trigésima semana de gravidez.

Se o exame for realizado após a trigésima segunda semana, pode haver risco de câncer em qualquer momento após o nascimento.

É preciso sempre informar ao médico sobre a gravidez e exigir o avental de chumbo para proteger o feto, mesmo nos exames odontológicos. Alguns diagnósticos não dependem somente do raio x e há alternativas, como a ressonância e a ultrassonografia.

Como sempre, quem vai definir é o médico que conduz o pré-natal.

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