Como é a recuperação do parto normal

Dor e incômodo são naturais mas diminuem com o passar dos dias

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Após o parto normal, as dores no corpo podem durar algum tempo. Esse período varia de mulher para mulher e, em geral, termina em alguns dias.

A dor pode ser mais intensa na região do períneo, que é aquela parte localizada entre a vagina e o ânus.

Essa é a parte que fica bastante sensível em decorrência da pressão da cabeça do bebê durante todo o trabalho de parto.

É possível que a dor seja ainda maior se houver uma episiotomia, que é aquele corte feito entre a vagina e o ânus. Esse corte leva pontos e a recuperação dura alguns dias.

Se a dor for intensa, o médico poderá receitar um medicamento que preserva o leite materno

Confira dicas para reduzir a dor e o desconforto após o parto normal:

1. Aplicar compressas de gelo na região;

2. Fazer banhos de assento com água morna;

3. Tentar pequenas caminhadas para não ficar muito tempo deitada ou sentada;

4. Iniciar uma rotina de exercícios que ajudam a fortalecer o assoalho pélvico;

5. Ao urinar, jogar água morna sobre a vagina. É uma forma de aliviar porque a urina ficará diluída;

6. Sentar-se sobre uma almofada de hemorroida, aquela que tem um buraco no meio, ajuda a reduzir a pressão sobre a área e os pontos.

E como fica para urinar?

É normal ter um pouco de dificuldade para urinar no início. Isso acontece porque o trabalho de parto faz com que os músculos fiquem distendidos.

O funcionamento da bexiga também pode ser afetado pelos medicamentos, mas o medo de arder ajuda.

Pode haver pequenos incidentes, como o escape da urina quando a mulher ri, tosse ou espira. Isso é normal porque após o parto acontece uma pequena incontinência urinária.

O que fazer para ajudar?

1. Tentar urinar em pé no chuveiro porque a água vai ajudar a diluir a urina e isto ajuda a reduzir a sensação de ardência;

2. Não segurar a urina porque isto aumenta o desconforto e a dor.

E para fazer cocô?

Esse é um dos pontos que mais deixa a mulher nervosa pelo medo da dor. A região anal também estará sensível pelo esforço e pela pressão durante o trabalho de parto.

Como a mulher fica sem se alimentar durante o trabalho de parto, o trânsito intestinal ficará lento e causará constipação. Esse problema será reforçado pelo uso de remédios para inibir a dor.

Com tantos problemas, algumas mulheres ficam nervosas e seguram o cocô, o que não é aconselhável porque o ressecamento pode ficar ainda pior, causando fissuras e sangramentos.

Para evitar a constipação:

1. Manter-se hidratada e tomar muita água e sucos;

2. Dar preferência a sucos que contêm ameixa, laranja e mamão porque melhoram o trânsito intestinal;

3. Ingerir alimentos ricos em fibra;

4. Fazer caminhadas leves para auxiliar no funcionamento do intestino;

5. Caso as fezes estejam muito endurecidas, é possível que o médico recomende o uso de supositórios de glicerina ou laxantes. Essa medida só deve ser tomada com indicação do médico.

Como tratar as hemorroidas:

É comum haver hemorroidas durante a gestação e, no trabalho de parto, elas pioram. Após o nascimento do bebê, há uma melhora no aspecto das hemorroidas porque a pressão sobre as veias será menor.

Banhos de assento, caminhadas e cuidado para não ter prisão de ventre ajudam a melhorar a situação.

O que mais acontece após o parto?

1. Lóquios. Esse é o nome do sangramento vaginal que começa logo após o parto e dura cerca de um mês. Parece uma menstruação, só que mais longa e representa que o útero está voltando ao normal.

2. O corpo começa a eliminar líquidos, o que será percebido por meio da maior vontade de urinar e do excesso de suor.

3. Veias capilares deixam a pele da bochecha do peito e os olhos mais avermelhados. Isso é uma resposta do corpo ao esforço para a expulsão do feto.

4. Cólicas. Elas também indicam que o útero está voltando à posição normal. Com a amamentação, as cólicas podem ficar mais fortes porque o organismo libera o hormônio responsável pela contração do útero.

5. É preciso retornar ao médico ao menos 15 dias depois de ter o bebê para verificar a cicatrização dos pontos.

6. Uma consulta feita seis semanas após o parto ajuda a avaliar a saúde da mulher que, em geral, recebe alta e retoma a rotina.

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