Resguardo: o que pode e o que não pode ser feito

Veja quais são os mitos e verdades sobre esse período

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resguardo
Crédito: Freepik

O período da gravidez exige da mulher uma dedicação muito forte, o resguardo e o pós-parto mais ainda. As mães passam por transformações físicas e emocionais que impactam demais suas vidas. Há toda a preocupação com o parto, a ansiedade diária e o cuidado extremo com sua saúde. Elas passam por noites sem dormir, enfrentam enjoos e sofrem com tudo que envolva o bebê.

Além de tudo isso, ainda há a preocupação com voltar ao estado normal após o fim da gravidez. Não bastasse essas coisas, há, depois do parto, um serzinho que precisa de proteção, amor e cuidados o tempo todo. Por esses e por outros motivos os médicos recomendam às mulheres após o parto que façam o resguardo.

O que é resguardo?

Devido às diversas mudanças sofridas pelo corpo durante os nove meses da gestação, é normal os médicos recomendarem que a mulher “dê um tempo”, para que o corpo possa, aos poucos, voltar ao normal. Esse tempo costuma ser de, aproximadamente, 40 dias após o parto, independente de ter sido um parto normal ou uma cesárea.

A essa recuperação é dado o nome de resguardo, puerpério ou quarentena

Resguardo, puerpério ou quarentena

Independente do nome escolhido, a recuperação é dividida em estágios:

Imediata: começa assim que a placenta sai do corpo, tendo a duração de, aproximadamente, 2 horas.

Mediato: Inicia-se no momento em que se encerra a fase imediata e dura até o 10º dia após o parto. O útero vai, aos poucos, voltando para o seu tamanho original. A loquiação, secreção eliminada pela vagina por alguns dias após o parto, é em pouca quantidade e amarela.

Tardio: Inicia-se no 10º dia após o nascimento e vai até o 45º dia.

Remoto: Inicia-se no 45º dia após o parto e vai até o próximo período fértil da mulher.

O que pode e o que não pode fazer?

resguardo e cuidados
Crédito: Pexels

Não pode haver exagero quando o assunto é resguardo. Uma névoa mítica foi criada ao redor desse período, pois parece que a mulher não pode fazer nada. Há muitas atividades que as mulheres podem realizar durante esse período, basta tomar cuidado e procurar ter períodos longos de descanso. Veja abaixo o que você pode fazer nesse período.

O que é permitido

  • Subir escadas;
  • Depilação;
  • Uso de absorventes internos;
  • Dirigir após duas semanas do parto;
  • Atividades físicas leves, como caminhadas e ioga, após 15 dias do parto.

O que é proibido

  • Relações sexuais;
  • Carregar peso;
  • Pintar o cabelo;
  • Atividades físicas moderadas ou intensas;
  • Dirigir nas primeiras duas semanas.

Resguardo cesárea

O resguardo para mulheres que fizeram cesárea é praticamente o mesmo das mulheres que passaram por parto normal. A diferença, contudo, gira em torno da atividade física. Ela é definitivamente proibida, uma vez que a cesárea é um processo cirúrgico como outro qualquer. Todos os movimentos da mulher devem ser muito leves.

O que não comer

o que não comer no resguardo
Crédito: Pxhere

De acordo com os médicos, a alimentação durante o resguardo deve conter 400 calorias a mais do que o normal. Isso ocorre porque a amamentação exige maior quantidade de calorias para que haja uma boa produção de leite. Por esse motivo, a alimentação durante o resguardo precisa ter ótima quantidade de nutrientes.

Além disso, a alimentação da mãe influencia a qualidade do leite e, por consequência, a alimentação do bebê. Veja abaixo o que não comer após o parto e durante o resguardo:

  • Chocolate, Coca-Cola e chás, ainda que tenham boa quantidade de ferro, provocam cólicas no bebê;
  • Alimentos ricos em enxofre, como a pimenta;
  • Salsa e menta, por diminuírem a produção de leite;
  • Canela, alho, soja, ovos e nozes;
  • Pepino, couve, milho e brócolis, pois podem causar desconfortos intestinais;
  • Qualquer bebida alcoólica.

Resguardo quebrado

O resguardo quebrado é quando ocorre a retoma das atividades sexuais por parte do casal, antes do corpo da mulher estar recuperado da gravidez e do parto. Isso caracteriza uma quebra do período do resguardo, estabelecido pelo médico. Há diversos riscos em fazer isso, tanto para o homem quanto para a mulher.

Um dos problemas é a dor que as mulheres sentem durante o ato, visto que o corpo ainda não se recuperou plenamente. Outra questão, essa mais grave, é a possibilidade de haver infecção, tanto no homem como na mulher. Por isso a recomendação de não haver resguardo quebrado.