Ronco em crianças: o que significa

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Crédito: Freepik

De acordo com o Ministério da Saúde, é fundamental ter uma boa noite de sono e o ronco prejudica o descanso, recuperação e preparação do corpo para o dia seguinte. Isso acontece porque força a musculatura respiratória, sobrecarregando todo o sistema, incluindo o cardiovascular. O ronco em crianças tem esse e outros efeitos.

Depois de uma noite sem qualidade de sono, o adulto pode ficar cansado e irritado, agora imagine uma criança! As perdas vão muito além do emocional, podendo deixá-la mais distraída e inquieta, atrapalhando inclusive no desenvolvimento físico e cognitivo.

Para mudar esse quadro e fazer com que a criança passe a dormir melhor, é fundamental entender o que está causando-o e tratá-lo. Podem ser diversas as causas para o ronco em crianças; as cinco principais estão explicadas a seguir.

Por que as crianças roncam

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Crédito: Freepik

O ronco nos pequenos nem sempre é motivo de preocupação, pode ser somente a posição que eles deitaram ou sinal de muito cansaço, depois de um longo dia de férias. Porém, se é recorrente e traz consequências no dia seguinte, deve, sim, ser observado.

1. Apneia

Durante o sono, podem ocorrer pausas na respiração, que levam a um esvaziamento do pulmão e consequente necessidade de oxigênio rápido. Assim, você pode ouvir uma respiração bem profunda acompanhada de ronco.

Esse tipo de ronco pode ser um sinal de apneia e deve ser visto o mais cedo possível, pois pode prejudicar muito o corpo e desenvolvimento cognitivo da criança. Além disso, traz mal estar durante o dia e – em casos mais graves – a cessão da respiração à noite.

Outros sinais de apneia são suor durante o sono, dor de cabeça pela manhã, falta de atenção na escola, xixi na cama, sonambulismo, pesadelos, dormir com a cabeça toda esticada para trás e outros, sendo necessário rápido encaminhamento para o médico.

2. Excesso de peso

Que a obesidade pode trazer problemas já se sabe. Ela pode ser também a causa do ronco durante o sono, fazendo até com que a criança acorde mais vezes, prejudicando o seu descanso e dos pais.

O excesso de gordura em volta do pescoço pode dificultar a passagem do ar durante a noite, quando a respiração está mais suave, assim como os batimentos cardíacos. Essa gordura, ao estreitar o canal e atrapalhar a respiração, pode causar o ronco.

Outro fator é o cansaço ao final do dia, queixa recorrente em pessoas obesas, de qualquer idade. Quando a criança obesa vai dormir muito cansada, sua musculatura da região está mais frouxa, tornando a respiração mais difícil, com a presença do ronco.

3. Carne esponjosa do nariz

Todo mundo tem essa carne esponjosa no nariz, que pode estar aumentada, sendo também chamada de adenoide. Ela tem um papel importante na filtragem do ar e na respiração, mas quando está muito expandida pode atrapalhar muito a passagem do ar.

Quando o caso vai se agravando, a carne esponjosa aumenta muito de tamanho e praticamente fecha a passagem de ar pelas narinas, obrigando a criança a respirar pela boca, o que pode causar ruídos.

Em casos mais simples, pode-se esperar a criança crescer para ver se o problema é reduzido, mas, em geral, quando já está atrapalhando a passagem do ar pelas narinas, o mais indicado é a cirurgia para a remoção.

4. Alergia

A alergia respiratória também pode influenciar na qualidade e quantidade de ar que o corpo receberá. Muitas vezes, os quadros alérgicos vêm acompanhados da expansão dos vasos sanguíneos do nariz, dificultando a entrada do ar.

Além disso, a produção excessiva de muco, no intuito de expulsar o alérgeno, também influencia na limitação da respiração, provocando assim o ronco em crianças e adultos. Por isso, a utilização de soros naturais para lavagem são recomendados.

Mais um fator agravante para o ronco durante quadros alérgicos é o entupimento, a congestão dos canais em todo o percurso, ficando repletos de muco e muito difíceis de eliminar. Muitas vezes, é necessário o uso de mucolíticos.

5. Amigdalite e outras infecções

A inflamação das amígdalas, bem como do trato respiratório em geral, como bronquite e afins, impede a correta passagem do ar, dando assim espaço para o ronco, já que a criança terá que respirar pela boca.

No caso da amigdalite, outros sintomas são febre alta, queixas de dor intensa na garganta, principalmente ao engolir alimentos, sensação de secura e arranhão, bem como o aroma característico da doença, facilmente diagnosticada no consultório médico.

A bronquite tem seu característico chiado, afundamento do peito ao respirar, cansaço, tosse seca e constante, febre, moleza e os outros sinais, como o ronco ao tentar respirar pela boca, enquanto dorme.

Cuidados a ter

O primeiro e mais importante cuidado a ter, em caso de ronco em crianças, é procurar rapidamente um médico, se for observado com frequência diária. A ação rápida reduz um sofrimento desnecessário, melhorando o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

Observe se a criança costuma respirar pelo nariz ou pela boca, pois o segundo caso pode trazer deformações no rosto e no formato da boca, prejudicando-a no longo prazo, através de limitações oriundas de deformidades anatômicas e funcionais.