Sentimento sobre a maternidade: pela liberdade de dizer não à gravidez

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sentimento sobre a maternidade e quando recusar ele
Crédito: Pixabay

Sentimento sobre a maternidade é um sentimento bastante complexo. Infelizmente muitas mulheres que querem engravidar não conseguem. Há outras que, por um acaso ou descuido da vida, mesmo sem o desejo de engravidarem, engravidam. Essa equação, portanto, não é assim tão simples de resolver.

Há mulheres que, após um filho não planejado, descobrem uma vocação incrível para a maternidade. E há justamente o oposto: mulheres que sempre desejaram ser mães e que, após passarem pela experiência, compreendem que não se sentem bem com tudo que envolve o estresse da gestação e a responsabilidade de criar uma vida.

Outro caso comum é uma mulher ter um filho e depois não desejar engravidar mais. Os motivos para isso podem ser muitos, desde médicos a emocionais. Há ainda mulheres que, infelizmente, passam por um aborto espontâneo. Nesses casos é normal e aceitável que elas não queiram passar por outra gravidez.

Independente de como se configura a situação, o importante é não haver julgamentos. Nem de si mesma, nem dos outros. Apenas você sabe o que se passa em sua alma, em seu coração e em seu corpo. Não importa o motivo que faz com que você não queira engravidar: está tudo bem, não precisa se preocupar.

Sentimento sobre a maternidade: quando dizer não

negar o sentimento sobre a maternidade
Crédito: Pexels

Pode parecer estranho a uma primeira vista, mas é exatamente isto: não querer engravidar muitas vezes é um ato puramente materno. A gravidez não é um processo fácil, todos sabem. Ela é desgastante para a mulher em nível emocional, hormonal, físico e psicológico. E há gestações que duplicam todo esse desgaste.

Muitas mulheres têm dificuldade de engravidar. Por diversas razões, algumas têm em torno de 5% de chance de ficarem grávidas ou até menos. Quando ocorre a gravidez, ela pode ser de risco. Mas o feto se desenvolve, sobrevive, vive e nasce um bebê forte que crescerá de forma saudável.

Depois dessa experiência, tentar engravidar de novo pode ser complicado. Muitas dúvidas surgem. O processo todo, que pode envolver ainda técnicas de fertilização in Vitro ou inseminação artificial, é caro. E não é caro apenas financeiramente, mas emocionalmente também. “Será que vou engravidar de novo?”. “Será que não há risco de aborto?”. “Como lidar com a frustração se algo der errado?”.

Ser mãe é saber também quando colocar você mesma acima da maternidade

As perguntas são muitas. É humano uma pessoa escolher o caminho que menos chance tem de lhe trazer dor. E não há qualquer problema em dizer não à maternidade. Isso é entender suas limitações, seus medos, sua incapacidade de lidar com uma possível e dolorosa perda.

É possível pensar em gravidez após um aborto espontâneo?

aborto espontâneo e o sentimento sobre a maternidade
Crédito: Pexels

Infelizmente nem toda mulher sabe como lidar com a dor de um aborto espontâneo. Primeiro vem o sentimento de luto, que deve ser respeitado. A pressão interna é muito forte. Há uma sensação de culpa imensa, que corrói a pessoa de dentro para a fora. É como se a vontade de sorrir houvesse ido junto com a vida que carregava em sua barriga.

Nisso tudo, a vontade de ser mãe também costuma desaparecer. Muito disso vem da culpa quase inevitável que a mulher carrega pelo aborto. Na maioria dos casos o motivo do aborto é algo genético, além do controle dos próprios médicos. Mas a culpa permanece lá, assim como o sentimento de medo de passar por essa situação mais uma vez.

É possível engravidar após perder um bebê? Claro que sim. Mas a obrigação em ter que tentar de novo não deve existir. As mulheres devem, portanto, ter a liberdade de terem esse sentimento sobre a maternidade: recusar a gravidez se acharem que essa é a melhor decisão.

As mulheres que dizem não à maternidade

sentimento sobre a maternidade e a opção por não ter filhos
Crédito: Pxhere

Há um grupo cada vez mais crescente de mulheres que não querem de jeito nenhum ter filhos. Elas não se encaixam nos grupos anteriores. Não tiveram um filho e agora estão fechando a fábrica. Tampouco passaram pela dolorosa experiência de um aborto espontâneo. Elas simplesmente não têm a mínima intenção de serem mães.

Os depoimentos e justificativas se baseiam em muitos motivos. Uma parcela deseja focar apenas na carreira profissional e dedicar-se a projetos pessoais que com um filho são difíceis de realizar. Para alguns, esse é um pensamento egoísta; para essas mulheres, no entanto, é uma libertação.

Outra motivação para que muitas não tenham qualquer interesse em engravidar é o mundo atual. Vive-sem em realidades cada vez mais violentas, injustas e egoístas. Algumas mulheres acham errado colocar no mundo uma vida que certamente irá sofrer. E ser mãe significa sofrer sempre junto com os filhos.

Por outro lado há também aquelas que simplesmente não têm vocação para a maternidade. E não há qualquer mal nisso, essa é a verdade. Há décadas, infelizmente, a maternidade é imposta às mulheres como algo obrigatório, sagrado, necessário. Contudo o que importa é cada pessoa seguir seu caminho a partir de seus desejos e necessidades.

O sentimento sobre a maternidade precisa ser natural, puro, partir da identidade da mulher. Diferente disso, portanto, a gravidez e todo o processo de ser mãe se torna um peso difícil de suportar.