Tabus, temores e mitos que envolvem o parto normal

Há tanta história sobre o nascimento, que até assustam

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A humanidade continua a popular a Terra por um fato muito específico: o nascimento.

Há até pouco tempo, não existia outra forma de nascer senão o parto normal, e veio depois a cesariana.

Ainda assim, há um mito de que as mulheres hoje não têm tanta capacidade para passar por um evento que deveria ser o mais natural possível. E esse é o tipo do tema para o qual existem muitos especialistas, desde a vizinha, até o quitandeiro.

Quem nunca ouviu falar sobre o líquido amniótico que secou, ou as muitas voltas do cordão que enforcaram o bebê e aquele que teve paralisia cerebral? A verdade é que as mulheres têm capacidade e muita.

A salvaguarda da medicina, como uma cesariana de emergência, dá a segurança necessária para que o trabalho de parto ocorra normalmente porque uma cirurgia só deveria ocorrer em última ocasião.

Veja alguns dos mitos que cercam o parto normal:

Não dilatei

A dilatação depende de mulher para mulher. É preciso saber o que interfere na evolução do parto e paralisa a dilatação. Calma é um dos ingredientes.

Cordão no pescoço

Não, o bebê não morre enforcado, mesmo com as inúmeras circulares de cordão. A fisiologia do cordão já é preparada para isso.

O cordão é preenchido por uma gelatina elástica e o bebê só respira depois que nasce. Se houver algum problema, como um cordão curto, o que é raro, o médico indica a cesariana no momento do parto.

Dor

Esse também é um dos mitos construídos para limitar capacidade da mulher ter o próprio filho. O corpo é preparado para esse evento, libera hormônios com poder analgésico, como a endorfina e auxiliam na condução do nascimento.
Além disso, a amamentação e a recuperação do organismo são desencadeados pelo parto.

Cesárea sem dor

São sete camadas cortadas durante o parto e um pós-operatório doloroso quando é preciso ter vigor para cuidar do bebê.

Mesmo com a anestesia, muitas mulheres sentem as manobras para a retirada do bebê e isso pode causar certa agonia.

Bacia pequena

A bacia estreita é um dos mitos que mais induzem à cesariana. O tamanho da bacia e sua capacidade de expansão são elementos a serem avaliados no momento do parto. Indicar uma cirurgia sem saber como o corpo da mãe vai se comportar é limitar a possibilidade do parto normal desnecessariamente.

O trabalho de parto demora

Essa também é uma condição individual, que depende de mãe e bebê. O organismo da mãe reage de maneiras diferentes. Há mulheres cujo trabalho de parto dura 1 hora e outras 3 dias.

A saúde do bebê nesse período é monitorada por meio dos batimentos fetais. Já a mãe é monitorada pela pressão arterial. O bebê nasce no tempo certo.

A vagina fica larga

A vagina da mulher é elástica e volta ao normal após o parto. Nem mesmo o temido corte lateral é necessário, menos ainda o doloroso e revoltante “ponto do marido”.

O corpo é desenhado para esse momento e tudo fica bem depois. Se houver alguma situação que foge à normalidade, a equipe médica vai conduzir da melhor maneira.

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