Transtorno de conduta: saiba o que é e como lidar com essa condição nas crianças e adolescentes

Essa é uma condição que deve ser levada a sério porque pode colocar vidas em risco

Crédito: Freepik

Ser um filho mimado ou egoísta é bem diferente de lidar com uma criança ou adolescente com transtorno de conduta. Essa condição psiquiátrica é mais séria e exige muita atenção dos pais. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de ver bom resultado com os tratamentos.

O que é o transtorno de conduta?

É normal que as crianças pequenas tenham um comportamento egoísta de não querer compartilhar e dividir suas coisas.

Às vezes elas também podem ter acessos de raiva e agirem de forma agressiva, pois não sabem controlar seus sentimentos e lidar com a frustração.

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No caso dos adolescentes, também é considerado normal um certo nível de rebeldia quando eles estão descobrindo a própria personalidade e querendo ser donos de si.

Mas esses comportamentos têm limite e mudam quando a criança ou adolescente recebe a orientação dos pais ou responsáveis sobre a forma correta de agir.

No caso do transtorno de conduta, o comportamento tende a ser mais violento, invadindo o espaço e alheio e não apresentando remorso ou empatia pelos outros. Mesmo depois de ser orientada a agir da forma correta, a criança ou adolescente se recusa a aceitar as regras.

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Sinais de transtorno de conduta

Os pais e responsáveis devem estar atentos a cada comportamento da criança ou adolescente e observar como eles reagem depois de serem corrigidos com técnicas de disciplina não violentas (sem surras ou castigos severos). Os principais comportamentos que entram na lista do transtorno de conduta são os seguintes:

  • Desobedecer a regras familiares;
  • Desrespeitar as regras da escola;
  • Destruir objetos, materiais escolares ou brinquedos;
  • Fazer provocações ou ameaças;
  • Furtar objetos;
  • Gritar ou fazer birra;
  • Iniciar brigas na escola ou em casa por motivos pequenos;
  • Isolar ou perseguir colegas de classe;
  • Manipular;
  • Mentir;
  • Não se importar com as consequências de seus atos.
  • Praticar bullying;
  • Ser cruel com animais;
  • Ter acessos de raiva ou crises de choro.

No caso dos adolescentes que já têm mais liberdade para sair de casa, os sinais do transtorno podem ser mais sérios porque envolvem a segurança dos outros e podem acabar na delegacia ou no hospital.

  • Cometer incêndios;
  • Destruir ou invadir propriedade alheia;
  • Fazer ameaças, perseguições, intimidações ou provocações;
  • Forçar alguém a atividade sexual;
  • Fugir de casa;
  • Furtar ou roubar objetos;
  • Iniciar confrontos físicos;
  • Iniciar discussões por motivos pequenos;
  • Inventar outra identidade;
  • Matar aula;
  • Mentir;
  • Não apresentar empatia pelo sofrimento alheio;
  • Não respeitar os pais, familiares, professores, colegas de turma e amigos;
  • Ser cruel com animais;
  • Ser cruel com outras pessoas;
  • Trapacear.

Quando buscar ajuda profissional?

Nem sempre vão surgir todos esses comportamentos ao mesmo tempo, mas quando alguns deles são frequentes por um período igual ou superior a seis meses consecutivos é motivo suficiente para buscar ajuda profissional, afinal, pode se tornar algo perigoso.

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É o médico psiquiatra ou o psicólogo que poderão avaliar o paciente e determinar o grau do transtorno, que pode ser leve, moderado ou grave. É importante que os pais procurem um profissional logo quando notarem os primeiros sinais, pois um caso leve pode evoluir para grave e colocar vidas em risco.

Também é importante buscar ajuda profissional para esses casos, pois existem diferentes diagnósticos que apresentam sinais semelhantes. Para que o tratamento seja eficaz, o diagnóstico deve ser preciso.

Como é feito o tratamento?

Conforme o grau do transtorno em cada paciente, pode ser necessário fazer psicoterapia e também acompanhamento psiquiátrico com medicamentos. Dentro da psicoterapia, diferentes estratégias podem ser abordadas, como a terapia individual e a familiar.

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A intenção do tratamento psicológico é conduzir a criança ou adolescente à compreensão de seus sentimentos e atitudes, a fim de melhorar sua autoestima e autocontrole. O psicólogo vai adotar estratégias para promover a compreensão das percepções que o paciente tem sobre si mesmo e o mundo que o cerca, mostrando por que ele não pode agir da forma que está agindo e o que se espera do seu comportamento.

Em alguns casos graves, infelizmente a psicoterapia não tem tempo suficiente para surtir efeito antes que o paciente tome alguma atitude que coloque vidas em risco. Então, pode ser necessário interná-lo em um hospital psiquiátrico para garantir a segurança das pessoas enquanto é feito o tratamento.

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