Tudo o que você sempre quis saber sobre catapora em crianças

Descubra quais os sintomas, tratamentos e complicações dessa doença benigna

0
446

Catapora ou varicela é uma infecção muito frequente na infância. Embora seja bastante contagiosa, essa doença é benigna, tendo raras complicações. O seu diagnóstico é simples e o tratamento é feito à base de remédios, durando apenas alguns dias ou poucas semanas.

No entanto, muitas pessoas continuam com dúvidas sobre essa doença. Confira as respostas a algumas das perguntas mais frequentes.

Quais são os sintomas?

A febre é o primeiro sintoma, seguida por bolhas que vão surgindo em todo o corpo – incluindo na zona dos genitais e na boca. As bolhas vão evoluindo, estouram, formam umas casquinhas (como acontece com as feridas) e cicatrizam. As crianças sentem muita coceira. Algumas até sentem dor.

Como acontece o contágio?

O contágio ocorre quando as crianças entram em contato com objetos contaminados por uma pessoa infectada ou com as suas secreções respiratórias. O contato com as bolhas também facilita o contágio. Como possui uma elevada contagiosidade, a catapora se espalha rapidamente.

Há meios de impedir o contágio?

Existem meios de evitar o contágio, como impedir o compartilhamento de objetos de higiene, talheres e copos. Também se deve evitar compartilhar a cama, porque há o perigo de transmissão do vírus pela respiração.

Os irmãos devem pegar catapora ao mesmo tempo?

É melhor evitar esse contágio. Lembramos que a catapora é muito contagiosa e, por esse motivo, é frequente que os irmãos das crianças infectadas peguem a doença, se ainda não sofreram de catapora ou não foram vacinados.

Todas as crianças podem tomar a vacina?

A partir do primeiro ano de vida, todos podem ser vacinados. Normalmente, as crianças recebem a primeira dose da vacina quando fazem um ano e tomam um reforço aos quatro.

Quando contrai o vírus da catapora, o organismo desenvolve uma resistência natural. Por esse motivo, muitos podem pensar que, se a doença surgir antes da vacinação, esta não seria mais necessária. No entanto, mesmo assim, ambas as doses têm de ser tomadas para evitar outros problemas de saúde.

“As duas doses da vacina contam com um grau de eficácia de 97%”

Como tratar?

Com um antiviral. Se a criança estiver com febre, um antitérmico também é aconselhável. Já os analgésicos são indicados para os quadros de dor.

Para que você cuide das bolhas, é necessário que estas sejam lavadas com sabão neutro e água. Atenção: nunca arranque as casquinhas! Deixe que elas cicatrizem.

Se a criança estiver com muita coceira, recorra a um antialérgico.

Não é aconselhada a utilização de permanganato de potássio. Essa substância – que torna a água num líquido roxo – seca as bolhas mais rapidamente. Porém, basta um pequeno descuido para queimar a pele dos meninos.

Uma pessoa pode pegar catapora mais de uma vez?

Sim. A catapora pode surgir novamente, se a pessoa não tiver tomado a vacina. O vírus se mantém latente nos nervos, podendo ressurgir numa situação de estresse, numa idade mais avançada ou numa imunodepressão.

A primeira vez é mais intensa. Nas vezes seguintes, como o paciente já tem os anticorpos necessários, os sintomas são diferentes e a infecção passa a ter outro nome: herpes zóster.

Nessas novas manifestações, o tratamento é o mesmo, mas as feridas são menos graves e mais concentradas num nervo (como o nervo da perna).

A catapora tem complicações?

Se seguir o tratamento, é muito raro. No entanto, podem surgir complicações em pacientes com um sistema imunológico mais enfraquecido devido ao tratamento de outros problemas de saúde, como o câncer.

A infecção bacteriana secundária é uma das complicações mais frequentes: após coçar tanto a pele, a sua barreira se pode romper, sendo contaminada por bactérias que se encontram na atmosfera, por exemplo. Nesse tipo de quadros, o tratamento é feito com antibióticos.

A pneumonite viral é outra complicação da catapora (muito rara), resultando de uma infecção nos pulmões. Nesses casos, o quadro pode originar uma insuficiência respiratória e até a morte.

Se a criança infectada tomar aspirina, pode sofrer da Síndrome de Reye, existindo uma inflamação no cérebro e um excesso de gordura no fígado. Essa Síndrome surge devido ao choque do princípio ativo da aspirina (ácido acetilsalicílico) com a catapora.

Se o vírus atingir o sistema nervoso central, é possível que a criança venha a sofrer de encefalite, outra inflamação no cérebro.

Qualquer sintoma ou dúvida, procure um médico.

Assista a esse vídeo para saber mais sobre catapora:

Relacionado: 18 doenças na gravidez que podem prejudicar o bebê

Achou esse artigo útil? Então, compartilhe!