Tosse alérgica infantil: causas, tratamentos e cuidados a ter

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A saúde dos filhos é a grande prioridade dos pais. Por isso, mesmo que o seu pequeno não esteja sofrendo com tosse alérgica infantil, é sempre bom ter um pouco mais de conhecimento sobre o assunto para o caso de um dia acontecer.

Quando você está preparado para agir, consegue perceber os sintomas precocemente e ir em busca de um tratamento eficaz.

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Tosse alérgica infantil e suas causas

causas da tosse alérgica infantil
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A tosse alérgica infantil, como o nome sugere, está relacionada a algum agente alérgico que desencadeia a tosse e outros sintomas na criança.

É preciso que os pais busquem tratamento com o pediatra ou um otorrinolaringologista para evitar que o problema causa uma laringite com edema de glote, o que pode levar à morte. Conheça algumas das possíveis causas:

Rinite alérgica

A rinite alérgica ocorre causada por fatores como poeira, pólen, bolor, pelos de animais e outras substância irritantes que entram em contato com as vias aéreas da criança.

Além da tosse seca, ela vai sentir coceira na garganta,  vai ter coriza, espirros, irritação no nariz, na boca, nos olhos, na pele e olhos lacrimejantes.

Bronquite crônica

A bronquite é outro problema respiratório bastante comum. Essa doença é caracterizada pela inflamação dos brônquios, resultando em tosse com catarro que pode ocorrer como resultado de um quadro alérgico.

Ela pode ser passageira, com duração de até 2 semanas, ou crônica, ao longo de anos.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Essa doença causa obstrução das estruturas do pulmão, como os alvéolos e os brônquios, e pode surgir como uma evolução da bronquite crônica não tratada.

A tosse é constante e seca, com chiado e aperto no peito. Necessita de tratamento imediato para evitar infecções por bactérias.

Além da bronquite, essa doença pode ser causada por qualquer outro problema respiratório que não tenha recebido o devido tratamento, como asma, pneumonia, sinusite e até o refluxo.

Problemas de pele causados por alergia

Doenças como urticária e dermatite atópica são alérgicas e, por isso, se a criança tiver essas doenças e apresentar as crises de tosse, é um sinal para o médico desconfiar da tosse alérgica infantil.

O que desencadeia a tosse alérgica infantil?

De acordo com o Dr. Jamal Azzam, otorrinolaringologista pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e diretor da ‘Clínica Jamal’, em entrevista para o Dourados Agora, a tosse alérgica nas crianças pode ser uma combinação de fatores relacionados ao estilo de vida moderno.

O médico diz que, antigamente, as crianças ficavam mais tempo no ambiente de casa e alimentavam-se com mais comida caseira, o que é importante para o fortalecimento do sistema imunológico que vai ajudar a evitar as crises alérgicas.

Mas, hoje em dia, com as crianças fascinadas pelas fast foods e frequentando diversos lugares diferentes para suas atividades extracurriculares, é um fator de risco para as alergias se desenvolverem.

Cuidados e tratamento para tosse alérgica infantil

cuidados com a tosse alérgica infantil
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É importante que os pais levem a criança ao médico assim que perceberem uma tosse frequente, seja seca ou com catarro, mesmo que não haja outros sintomas.

Quanto antes for diagnosticado se é tosse alérgica ou outro tipo, mais chances de eficácia terá o tratamento. Quanto mais os pais demorarem para ir ao médico, maior o risco de a tosse virar crônica.

Depois do diagnóstico, o primeiro cuidado que faz parte do tratamento é descobrir o que causa alergia na criança e começar a mantê-la afastada desse agente alérgeno.

O médico poderá receitar algum xarope, mas os pais deverão mantê-lo informado sobre a melhora ou evolução do quadro para determinar uma outra medida, caso seja necessário.

Cuidado com os tratamentos caseiros

Muitos dos tratamentos caseiros para tosse até funcionam, mas no caso das crianças é preciso ter mais cuidado.

Se for uma criança alérgica, o cuidado deve ser ainda maior, já que os pais podem acabar dando a ela um xarope ou chá que deveria ser remédio, sem saber que ela também tem alergia àquela substância. Portanto, todo cuidado é pouco.

Não medique seu filho por conta própria quando ainda não sabe exatamente o que ele tem ou o que pode consumir.

Levar ao pediatra é sempre a primeira e melhor opção para garantir a segurança dos pequenos e obter as informações corretas sobre como realizar um tratamento eficiente.